quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Dilma tem 36% das intenções de voto; Marina, 30% e Aécio, 19% em pesquisa Ibope

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (16) mostra que a candidata Dilma Rousseff (PT) lidera com 36% das intenções de votos para presidente da República. A candidata pelo PSB, Marina Silva, aparece com 30% das intenções e Aécio Neves (PSDB) tem 19% das intenções. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo.

A pesquisa anterior, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope, mostrava Dilma com 39% das intenções de voto, seguida por Marina, com 31% e Aécio, com 15%.

Na pesquisa divulgada nesta terça-feira, o candidato Pastor Everaldo (PSC) marcou um 1% das intenções de voto estimuladas. Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm juntos 1%. Votos nulos ou brancos somam 7% e os indecisos são 6%.

Em um possível segundo turno entre Marina e Dilma, Marina teria 43% dos votos e Dilma, 40%, o que configuraria um empate técnico devido à margem de erro da pesquisa, que é dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Brancos e nulos somariam 11% e 6% não sabem ou não responderam.

Em um segundo turno entre Dilma e Aécio, Dilma sairia vencedora com 44% contra 37% dos votos. Brancos e nulos, 12% e indecisos, 6%. Entre Marina e Aécio, Marina sairia vencedora com 48% dos votos contra 30%. Brancos ou nulos somariam 15% e não sabem ou não responderam, 8%.

Quanto a rejeição aos candidatos, Dilma tem o maior índice, 32%; Aécio tem 19%, Pastor Everaldo, 17%; Marina, 14%; Levy Fidelix, 12%; Zé Maria, 12%; Eymael, 11%; Luciana Genro, 11%; Mauro Iasi, 10%; Rui Costa Pimenta, 10%; Eduardo Jorge, 9%.

A avaliação do governo Dilma foi considerada ótima ou boa por 37% dos entrevistados. Os que responderam regular somam 33%. Já os que consideram o governo ruim ou péssimo foram 28% e 1% não soube responder.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 204 municípios do país entre os dias 13 e 15 de setembro. O nível de confiança é 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00657/2014.
Fonte: Agência Brasil

Debate acaba em bate-boca entre Aécio, Dilma e Luciana

O debate entre os candidatos a presidente, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que parecia se encaminhar para um final morno, esquentou com bate-boca. O encontro foi organizado pela TV Aparecida, e transmitido nesta terça-feira por oito emissoras católicas.

Ao responder pergunta de Pastor Everaldo (PSC) sobre corrupção na Petrobras, Aécio Neves (PSDB) partiu para o ataque a Dilma Rousseff (PT):

— As denúncias fazem o mensalão parecer coisa pequena. 

Dilma pediu direito de resposta. Na sequência, a candidata do PSOL, Luciana Genro, pôs ainda mais fogo na briga. Ao responder a pergunta de Aécio sobre educação, acusou o PSDB de dar início à prática do mensalão.

— O senhor falando do PT é o sujo falando do mal lavado — acusou.

Aécio revidou ironizando Luciana por ter “retornado às origens” como “linha auxiliar do PT”.

— Com todo o respeito candidato, linha auxiliar uma ova. O senhor usou dinheiro público para construir um aeroporto perto das terras da sua família — disparou de volta Luciana, que ainda classificou Aécio como "fanático por corrupção".

Antes do encerramento do bloco, foi concedido o direito de resposta à Dilma, que assegurou ter “tolerância zero à corrupção” e que a descoberta do esquema na Petrobras só foi possível pelo fortalecimento da Polícia Federal em seu governo.

Aécio, que também teve direito de resposta concedido contra a citação de Luciana, rebateu classificando a candidata do PSOL de “irrelevante”. Também participaram do debate os candidatos Eduardo Jorge (PV), José Maria Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Marina Silva (PSB).
Fonte: Zero Hora

terça-feira, 16 de setembro de 2014

UGTpress: PIB E INDÚSTRIA ANDAM JUNTOS

CORRUPÇÃO: a ministra Fátima Nancy Andrighi, nova Corregedora Nacional de Justiça, deve mudar o comportamento do órgão e ser discreta em relação à corrupção no Poder Judiciário. Ou seja, deve agir diferentemente, por exemplo, de Eliana Calmon, quando o órgão teve enorme notoriedade. No dia 30 de agosto, ela concedeu entrevista à Folha de São Paulo e afirmou: "Se considerarmos que um percentual reduzidíssimo da demanda da Corregedoria tem lastro para embasar um procedimento disciplinar, vemos que o Judiciário brasileiro tem juízes valorosos, trabalhadores e dedicados e, por causa da pequena distorção existente, estão sendo injustamente equiparados aos que são apenas exceção e não a regra".

PRODUTO INTERNO BRUTO: continua repercutindo a queda do PIB nos dois últimos trimestres. É preocupante porque caracteriza "recessão técnica", terminologia utilizada pelos economistas. A maioria deles debita o mau resultado ao desempenho da indústria nacional e à diminuição do ritmo de investimentos. Independentemente do resultado das eleições, normalmente um período complicado para medidas saneadoras, a partir de novembro serão necessárias muitas mudanças na condução da política econômica. O estímulo ao consumo, carro chefe do crescimento, esgotou-se e no segundo trimestre só expandiu 1,2%. O governo mostra-se otimista para o segundo semestre, contrariando os analistas.

INDÚSTRIA BRASILEIRA: essa queda do Produto Interno Bruto provocou um susto geral e muitos se apressaram a explicar. Os candidatos à presidência da República debruçaram-se em críticas ou promessas, como se a solução pudesse surgir de medidas simples, sem estudos ou estratégias de profundidade. Sabe-se que é preciso exportar mais, melhorar a infraestrutura, diminuir a burocracia estatal, racionalizar e diminuir impostos, aumentar a produtividade e promover reformas. Em termos de manufaturados, nossas exportações voltaram aos níveis de 2008. Enquanto isso, as importações cresceram 40%. O atual governo tentou amenizar isso com subsídios internos, desonerações, empréstimos a juros mais baixos, etc.. Mas, como afirmado acima, parece, esse modelo esgotou-se.

CHINA, UNANIMIDADE: a perda de espaço para a China, principalmente na América do Sul, tem sido apontada como uma das causas da diminuição das vendas das empresas nacionais. Enquanto até 2010 havia certo equilíbrio entre os dois países, de lá para cá só avançamos no Paraguai, a menor das economias regionais. Os analistas são unânimes em dizer que a China continua a ser um parceiro estratégico e fundamental, mas que o Brasil não explora adequadamente esse potencial. Nos últimos 10 anos, o comércio entre Brasil e China cresceu mais de 20 vezes, passando de 4 para 85 bilhões de dólares/ano. Sobre isso, o embaixador Sérgio Amaral disse: "Os dois países são muito complementares. O Brasil tem em abundância a disponibilidade de água e de terras aráveis. E a China tem os recursos e a tecnologia que precisamos, sobretudo na infraestrutura" (Folha de São Paulo, Caderno sobre Exportações, 01/09).

Lula diz que economistas de Marina deveriam ser "proibidos de falar"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou nesta segunda-feira (15) de um discurso na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, e aproveitou para criticar a candidata do PSB à presidência, Marina Silva, sem citar o nome dela. "Se fosse a candidata de oposição à Dilma, proibiria seus economistas de falar, porque cada um que fala, fala mais bobagens do que o outro", disse Lula.

No discurso, o ex-presidente ainda insinuou que Marina estaria "terceirizando" o cargo de presidente. "Se tem uma coisa que você não pode terceirizar é o cargo de presidente da república. Este é um cargo que você não pode terceirizar. Ou você assume ou não assume. Esse negócio de pedir para cada um falar um pedacinho das coisas que estão acontecendo neste país não dá certo", disse o petista.

"Ela [Marina] vem mostrando o que pode acontecer num programa de governo feito a quinhentas mãos, menos a dela", continuou Lula. O ex-presidente ainda disse que escolheu Dilma como sua sucessora, e não um quadro petista historicamente ligado a ele, porque Presidência da República não é um "clube de amigos", e que é preciso pulso para governar o país.

Por fim, Lula ainda voltou a dizer que Marina vai acabar com o pré-sal, afirmando que "quem não quer levar a exploração do pré-sal adiante não ama o país". "Fico pensando: quem é que não quer levar adiante esse projeto da Petrobras? Certamente não é nenhum trabalhador brasileiro, certamente 
não é nenhum petroleiro, certamente não é nenhum brasileiro que ama esse país", completou.

No final de semana, Lula já havia criticado a postura de Marina após saber que ela havia chorado ao falar dele. "Não gosto de usar nomes de adversários em palanque. Mas hoje, surpreendentemente, vi numa manchete que Marina chorou falando sobre o Lula. A dona Marina não precisa contar inverdades ao meu respeito para chorar, chore por outras coisas que ela quiser chorar. Eu tenho um a formação que não perco amizades por conta de divergências políticas", disse.
Fonte: InfoMoney

Vox Populi: Dilma tem 36% das intenções de voto; Marina, 27% e Aécio, 15%

Pesquisa Vox Populi, encomendada pela Rede Record, mostra a candidata Dilma Rousseff (PT) na liderança com 36% das intenções de voto para presidente da República. A candidata pelo PSB, Marina Silva, aparece com 27% das intenções e Aécio Neves (PSDB) com 15%. Na última pesquisa Vox Populi, Marina tinha 28% das intenções de voto. Os outros dois candidatos mantiveram as mesmas porcentagens.

Brancos e nulos somam 8% e 12% não souberam indicar um candidato ou não quiseram responder. Os candidatos Luciana Genro (PSOL) e Pastor Everaldo (PSC) tiveram 1% das intenções de voto cada um. Eduardo Jorge (PV), Levy Fidelix (PRTB), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) tiveram menos de 1% das intenções.

O Vox Populi fez duas simulações de segundo turno. Em uma disputa entre a candidata Marina Silva e Dilma Rousseff, Marina teria 42% das intenções e Dilma, 41%, o que configura um empate técnico, devido à margem de erro do levantamento. Brancos e nulos somariam 11% e 6% seriam os indecisos.
Em uma disputa entre Dilma e Áecio, a candidata do PT venceria com 47% das intenções contra 36% do candidato tucano. Os votos brancos ou nulos seriam 12% e os indecisos, 5%.

O Vox Populi também divulgou avaliação do governo. Os que avaliaram o governo como ótimo ou bom somaram 38%. Aqueles que avaliaram como regular somaram 39% e aqueles que avaliaram como ruim ou péssimo foram 23%. Os que não souberam ou não responderam totalizam 1%.

Foram feitas 2 mil entrevistas em 147 cidades. O levantamento foi feito no sábado (13) e domingo (14). A margem de erro é 2,2 pontos percentuais e o número de registro na Justiça Eleitoral é BR-00632/2014.
Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Risco binacional

A divulgação dos salários dos funcionários paraguaios da Usina de Itaipu deflagrou do lado brasileiro uma guerra sindical que pode terminar em apagão. 
As disparidades entre os vencimentos ajudam na mobilização para uma greve geral por um plano de cargos e salários.

Brasil Confidencial
por Eumano Silva

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Dilma pede acesso a detalhes de denúncias do ex-diretor da Petrobras

A presidenta Dilma Rousseff quer ter acesso a detalhes das denúncias de que integrantes do governo foram citados pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em depoimento prestado na Polícia Federal (PF). Domingo (7), a presidenta pediu que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, solicitasse informações oficiais sobre as declarações de Costa, que foi preso na Operação Lava Jato, da PF, e é acusado de receber propina.

“Pedi ao José Eduardo que fizesse ofício à Polícia Federal perguntando se ela pode nos informar quem é funcionário do governo, agente político, enfim, quem é do Executivo que está envolvido nisso, para a gente poder tomar providência”, disse Dilma nesta tarde, em entrevista no Palácio da Alvorada.

Segundo a presidenta, a resposta não foi suficiente, nem definitiva e, por esse motivo, o próximo passo será pedir ao Ministério Público (MP). “Se o MP também não [puder nos passar os dados], nós vamos perguntar para o Supremo”, informou Dilma.

O envolvimento de políticos em um esquema de propina na Petrobras foi noticiado em reportagem da revista Veja desta semana, segundo a qual o ex-diretor da estatal citou nomes de parlamentares, de um ministro e de ex-governadores com participação em um esquema irregular de negócios da petrolífera com outras empresas. De acordo com a revista, Costa fez um acordo de delação premiada com a PF, que permite a redução da pena para quem colabora com as investigações.

“[Sobre] o problema dentro da Petrobras, nós estamos sabendo que está sendo investigado", disse a presidenta. "Agora falaram que tem um problema no governo. Eu quero saber quem, como, quando, onde e que problema, porque aí eu posso tomar as medidas cabíveis”, ressaltou Dilma.

Ela evitou comentar nomes de pessoas incluídas na denúncia de Costa, argumentando que precisa saber se eles estão citados “de fato no processo”. A presidenta disse que a revista “não dá provas, não diz fatos”. “Eu não quero 'dizem', quero fatos e comprovações”, explicou.

Dilma destacou que não pretende atrapalhar as investigações e lembrou que o próprio vazamento do depoimento pode causar anulação do processo. “Eu quero, sem prejuízo da investigação, que me digam. [..]Não é [algo] trivial, é [sobre] o governo brasileiro. Então tem de avisar para a gente. Tem de dizer: 'olha, estou investigando, e o indício é esse'. Se quiser que a gente não fale, a gente não fala. Mas a gente toma providência”, afirmou.
Fonte: Portal EBC