segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Marina promete garantir matriz energética que acompanhe crescimento sem apagão

A candidata Marina Silva cumpriu agenda de campanha em Minas Gerais sexta-feira (26). Em Varginha (MG) ela visitou o Lago de Furnas e falou de suas propostas para resolver a crise energética vivida pelo país. Segundo ela, desde 2002 o Brasil vive a ameaça de um "apagão".

Marina disse que sua principal preocupação é fazer com que o país tenha uma matriz energética que dê conta de fornecer energia suficiente para acompanhar a retomada do crescimento econômico. Ela lembrou que a previsão é que o país cresça 0,9% este ano e que alguns economistas dizem que o crescimento será 0,3%. “Se o Brasil estivesse crescendo como cresceu em governos anteriores, nós já estaríamos em uma grave crise energética”, disse.

Para isso, a candidata disse que a solução é diversificar a matriz, de modo a não passar por crises como a atual em momentos de escassez de chuvas. “Nosso compromisso é ter uma matriz energética limpa, diversificada e segura, combinando várias fontes de geração de energia. Nós temos um grande potencial de hidroeletricidade, nós temos um grande potencial de energia solar, eólica, de biomassa. E nós vamos combinar essas fontes de geração de energia”, disse a candidata.

Questionada sobre a polêmica em torno de sua promessa de autonomia para o Banco Central (BC), Marina disse que a proposta para garantir que o BC não fique à mercê de “um projeto político de quem quer o poder pelo poder”. “A inflação voltou a crescer, o que prejudica o salário dos trabalhadores. Os juros estão altíssimos. Nunca aqueles que especulam com o capital financeiro ganharam tanto como no atual governo. Nós queremos a estabilidade econômica do país, credibilidade para que o país volte a crescer”, disse.

A candidata disse que seu programa de governo prevê atenção à agricultura familiar, aos médios produtores e ao agronegócio. Para isso, ela disse que irá aumentar os recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e fazer investimentos em assistência técnica, infraestrutura para escoamento da produção e armazenamento. “Hoje 30% da nossa produção agrícola é perdida em função da infraestrutura”, disse Marina.

Depois de Varginha, a candidata seguiu para Juiz de Fora (MG), onde fez ato público e comício. Ainda esta noite ela fará comício na cidade de Lagoa Santa (MG).
Fonte: Portal EBC

Dilma promete tornar crime caixa 2 e anuncia outras medidas contra corrupção

A candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, anunciou medidas que pretende implantar contra a impunidade em um eventual segundo mandato. Em entrevista a jornalistas, ela enumerou promessas como a criminalização do caixa 2 e a perda da posse de bens adquiridos de forma ilícita, como ações de combate à corrupção pois, segundo ela, as “pessoas ao se acharem impunes, têm mais incentivos a praticá-los”.

O caixa 2 é um ilícito eleitoral, e atualmente não é considerado um crime. Trata-se da utilização de recursos materiais para campanhas de candidatos sem a devida declaração à Justiça Eleitoral na prestação de contas. Sobre a necessidade da perda da propriedade adquirida sem comprovação de procedência lícita, Dilma declarou que, hoje em dia, “as pessoas que adquirem os bens de forma ilícita podem ficar com eles, desde que paguem Imposto de Renda. Cria-se sempre algumas formas e subterfúgios para aliviar a situação”.

“Esse combate [à corrupção] tem sido um compromisso do meu governo, mas eu não tenho dúvidas de que precisamos avançar. Então no meu segundo mandato, uma das coisas que quero de fato atacar é a impunidade”, disse.

Outra medida anunciada por Dilma, se reeleita, é a aprovação por lei de um novo crime que puna agentes públicos que apresentarem enriquecimento sem justificativa ou que não demonstrarem a origem de seus ganhos patrimoniais. Lendo as promessas, a candidata defendeu também a alteração da legislação para agilizar o julgamento de processos sobre desvio de recursos públicos.

Para que esses processos se tornem mais ágeis, ela apresentou a última proposta, de criar uma estrutura no Poder Judiciário nos Tribunais Superiores com o objetivo de conferir mais eficácia às investigações contra agentes que tenham foro privilegiado. Citando o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal, Dilma avaliou que a meta é que essa estrutura “possa permitir que seja mais ágil do que sempre foi”.

“É bom que fique claro que a agilização e o rigor não significam justiça primária, prejulgamento ou qualquer outra atitude que não seja a prevista na Constituição de respeito à Justiça e ao amplo direito de defesa”, disse. Após enumerar as medidas, Dilma disse que elas devem ser debatidas com o Congresso, o Poder Judiciário e as pessoas que quiserem contribuir. “O fundamental é que todos esses atos não são todos originais, muitos ou estão no Congresso ou são iniciativas discutidas já dentro do Judiciário. Outros são originais”, informou.
Fonte: Portal EBC

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Bancários aprovam greve nacional a partir da próxima terça-feira

Bancários de vários estados do Brasil aprovaram nesta quinta-feira (25) um indicativo de greve da categoria. Dessa forma, a paralisação, por tempo indeterminado, terá início na próxima terça-feira (30). Em assembleias feitas em todo o país na noite de hoje, os bancários rejeitaram a proposta de reajuste salarial apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no dia 17 de setembro.

A proposta da Fenaban incluía reajuste de 7% no salário (0,61% de aumento real), na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e nos auxílios refeição, alimentação e creche, além de 7,5% no piso salarial (1,08% acima da inflação).

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), a categoria pede reajuste salarial de 12,5%, PLR de três salários, além de uma parcela adicional de R$ 6.247, piso de R$ 2.979,25 e vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$ 724,00.

De acordo com a Contraf, 46 assembleias já aprovaram a greve, sendo que os maiores sindicatos, como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre estão entre aqueles que já votaram pela paralisação. A confederação representa 134 sindicatos em todo o país.
Fonte: Portal EBC

Reforma política: plebiscito popular ganha força nas ruas

Ignorado pelos grandes meios de comunicação, a campanha do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político obteve sucesso e conseguiu arrecadar exatos 7.775.436 milhões de votos em urnas fixas espalhadas por todo o país e por meio da internet.

O balanço divulgado em coletiva realizada na sede do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, nesta quarta-feira (24), mostra que 97,05% (7.525.680) são favoráveis à convocação da consulta e representa 95% das urnas apuradas. A expectativa é que o número total seja apresentado até o próximo mês.

Os estados de São Paulo (2.617.703 votos), Minas Gerais (1.354.399) e Bahia (774.218) lideraram a participação, que contou também com eleitores em outros países, quesito em que a França lidera (4.621). Os votos brancos e nulos somam 0,37% (28.691).

Manifestação
As organizações que integram a campanha, entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) entre outras entidades, entregarão o resultado das urnas para a Presidência da República, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. A entrega será nos dias 14 e 15 de outubro.

No Brasil uma consulta popular oficial deve ser submetida ao Congresso Nacional. Para Vagner Freitas, Presidente da CUT, “a única forma de fazer a proposta andar é pressionar dentro e fora do Congresso e, principalmente, nas ruas como forma de ganhar a consciência popular”, comenta o dirigente sindical.

O diretor Executivo da CUT, Júlio Turra, lembra das bancadas que compõem o Congresso e as dificuldades para se avançar em temas caros para a sociedade. “Como é que vai fazer a reforma agrária com mais de 160 ruralistas no Congresso Nacional? Quando serão aprovadas as 40 horas semanais de trabalho com mais de 270 empresários no Congresso Nacional? Quando o aborto será descriminalizado com menos de 10% de mulheres no Congresso Nacional?”, criticou.

Entenda o movimento
A proposta de construção do plebiscito para debater o sistema político é um dos resultados das manifestações de junho e julho do ano passado, que sacudiram o Brasil. O tema do Plebiscito apresenta questões relacionadas ao sistema político, como o financiamento público de campanhas, a subrepresentação das mulheres, indígenas e negros no parlamento.

O movimento busca o fortalecimento de mecanismos de democracia, como a participação em conselhos e a construção de referendos e plebiscitos, que permitam ao povo participar das decisões políticas de forma efetiva.
Fonte: Diap

terça-feira, 23 de setembro de 2014

UGTpress: SALÁRIO MÍNIMO COMO TEMA ELEITORAL

SALÁRIO MÍNIMO: o debate eleitoral no Brasil trouxe de volta a questão do Salário Mínimo (SM). Atribui-se a Armínio Fraga a ideia de que o salário está alto, sem correspondência com os ganhos de produtividade. Ele, em entrevista de página inteira na Folha de São Paulo (01/09/14), procurou se explicar e reclamou de "patrulhamento" no debate sobre os problemas do país. Sobre o tema, a CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina), junto com a UNAM (Universidade Nacional Autônoma do México) e a FES (Fundação Frederick Ebert), organizaram um fórum na Cidade do México, chegando à conclusão que, sim, as altas graduais do SM contribuem para reduzir a desigualdade. Alícia Bárcena, secretária-executiva da Cepal, reconheceu: "O enorme potencial que a política de salários mínimos tem para melhorar a renda dos menos favorecidos, promover a igualdade e fortalecer a demanda interna".

ANÃO DIPLOMÁTICO? após  uma alta autoridade israelense ter chamado o Brasil de "anão diplomático", muitas matérias têm sido veiculadas sobre o papel do Itamaraty. O caso de Israel, em evidente exagero e desconformidade com a boa educação, felizmente já corrigido, mostra que o Itamaraty tem se alinhado aos governos de turno para impor os traços mais marcantes de sua política externa. A pergunta é exatamente essa: deve a diplomacia estar vinculada aos presidentes ou imprimir-se como órgão que tem maior visão do xadrez internacional e, por isso, determinar os rumos da política externa? Provavelmente, a resposta mais sensata é a soma das duas coisas: um presidente ungido pelos votos da maioria tem sua própria visão, mas a prudência recomenda ouvir o Itamaraty a cada vez que vai falar sobre o tema, sobretudo em organismos internacionais. Cada vez mais, as tendências de comércio, mais do que o presidente ou a instituição, têm sido as maiores fontes de orientação para a política internacional. O Brasil, parece, equilibra-se sobre esses três pontos.

VICTOR BÁEZ MOSQUEIRA: o paraguaio Báez Mosqueira, secretário-geral da CSA (Confederação Sindical dos Trabalhadores/as das Américas), escreveu um bom artigo sobre o destempero israelense. Ele traçou um paralelo entre FHC (autonomia pela participação) e Lula (autonomia pela diversificação). O avanço em parcerias com sócios não tradicionais (China, Ásia-Pacífico, África, Europa Oriental, Oriente Médio, mundo árabe e América Latina e Caribe) com predominância da América do Sul, segundo Báez Mosqueira: "levou a um aumento da capacidade negociadora brasileira para reduzir as assimetrias nas relações com as nações mais poderosas" (sobre "enanismo diplomático" do Brasil, Viento Fuerte, Paraguai).

GEOPOLÍTICA DA COMUNICAÇÃO: é consenso que na última década avançaram bem os processos de integração regional, mas que não houve correspondência no universo das comunicações. Esse desencontro foi abordado em Quito, Equador, no mês de agosto (20), através do seminário "Geopolítica da Comunicação e Integração Regional: desafios e perspectivas". Pedro Bierger, diretor do Portal de Notícias da América Latina e Caribe (Nodal), disse: "Na América Latina, muitas vezes nos inteiramos mais das notícias dos países do Norte que de nossa própria região. Quando nossos meios cobrem os países vizinhos, geralmente o fazem com fontes do Norte, como as agências internacionais ou a CNN". Ele citou como exemplo a eleição de Ernesto Samper como secretário-geral da Unasul, assunto desprezado por nossos meios.

ATUALIDADE – O ERRO DO IBGE: em momentos de eleição, erros de instituições públicas são tidos como propositais, frutos da ingerência política. Não foi o caso. De acordo com José Roberto de Toledo (Estadão, 20/09/2014): “Foi incompetência mesmo”. Na verdade, é pior: trata-se de uma degradação inconteste da qualidade dos serviços públicos. Nessa mesma situação já esteve o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). São duas entidades de credibilidade que não deveriam cometer erros tão grosseiros em questões estatísticas.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Dilma tem 36% das intenções de voto; Marina, 30% e Aécio, 19% em pesquisa Ibope

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (16) mostra que a candidata Dilma Rousseff (PT) lidera com 36% das intenções de votos para presidente da República. A candidata pelo PSB, Marina Silva, aparece com 30% das intenções e Aécio Neves (PSDB) tem 19% das intenções. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo.

A pesquisa anterior, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope, mostrava Dilma com 39% das intenções de voto, seguida por Marina, com 31% e Aécio, com 15%.

Na pesquisa divulgada nesta terça-feira, o candidato Pastor Everaldo (PSC) marcou um 1% das intenções de voto estimuladas. Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm juntos 1%. Votos nulos ou brancos somam 7% e os indecisos são 6%.

Em um possível segundo turno entre Marina e Dilma, Marina teria 43% dos votos e Dilma, 40%, o que configuraria um empate técnico devido à margem de erro da pesquisa, que é dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Brancos e nulos somariam 11% e 6% não sabem ou não responderam.

Em um segundo turno entre Dilma e Aécio, Dilma sairia vencedora com 44% contra 37% dos votos. Brancos e nulos, 12% e indecisos, 6%. Entre Marina e Aécio, Marina sairia vencedora com 48% dos votos contra 30%. Brancos ou nulos somariam 15% e não sabem ou não responderam, 8%.

Quanto a rejeição aos candidatos, Dilma tem o maior índice, 32%; Aécio tem 19%, Pastor Everaldo, 17%; Marina, 14%; Levy Fidelix, 12%; Zé Maria, 12%; Eymael, 11%; Luciana Genro, 11%; Mauro Iasi, 10%; Rui Costa Pimenta, 10%; Eduardo Jorge, 9%.

A avaliação do governo Dilma foi considerada ótima ou boa por 37% dos entrevistados. Os que responderam regular somam 33%. Já os que consideram o governo ruim ou péssimo foram 28% e 1% não soube responder.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 204 municípios do país entre os dias 13 e 15 de setembro. O nível de confiança é 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00657/2014.
Fonte: Agência Brasil

Debate acaba em bate-boca entre Aécio, Dilma e Luciana

O debate entre os candidatos a presidente, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que parecia se encaminhar para um final morno, esquentou com bate-boca. O encontro foi organizado pela TV Aparecida, e transmitido nesta terça-feira por oito emissoras católicas.

Ao responder pergunta de Pastor Everaldo (PSC) sobre corrupção na Petrobras, Aécio Neves (PSDB) partiu para o ataque a Dilma Rousseff (PT):

— As denúncias fazem o mensalão parecer coisa pequena. 

Dilma pediu direito de resposta. Na sequência, a candidata do PSOL, Luciana Genro, pôs ainda mais fogo na briga. Ao responder a pergunta de Aécio sobre educação, acusou o PSDB de dar início à prática do mensalão.

— O senhor falando do PT é o sujo falando do mal lavado — acusou.

Aécio revidou ironizando Luciana por ter “retornado às origens” como “linha auxiliar do PT”.

— Com todo o respeito candidato, linha auxiliar uma ova. O senhor usou dinheiro público para construir um aeroporto perto das terras da sua família — disparou de volta Luciana, que ainda classificou Aécio como "fanático por corrupção".

Antes do encerramento do bloco, foi concedido o direito de resposta à Dilma, que assegurou ter “tolerância zero à corrupção” e que a descoberta do esquema na Petrobras só foi possível pelo fortalecimento da Polícia Federal em seu governo.

Aécio, que também teve direito de resposta concedido contra a citação de Luciana, rebateu classificando a candidata do PSOL de “irrelevante”. Também participaram do debate os candidatos Eduardo Jorge (PV), José Maria Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Marina Silva (PSB).
Fonte: Zero Hora