sexta-feira, 27 de julho de 2018

Metade dos empregos criados em São Paulo em junho é sem carteira

Taxa de desemprego teve pequeno recuo no mês, para 17%, com estimativa de 1,883 milhão de desempregados.
Tempo de procura por trabalho segue alto: 50 semanas

A taxa média de desemprego na região metropolitana de São Paulo teve ligeiro recuo de maio para junho, passando de 17,4% para 17%, segundo a pesquisa da Fundação Seade e do Dieese. Também está abaixo de junho do ano passado (18,6%). Mas exatamente metade dos postos de trabalho abertos refere-se a empregos sem carteira assinada. Um comportamento que pode estar associado ao "grau de incerteza que domina o cenário político e econômico pelo qual atravessa o país", diz o coordenador da pesquisa, Alexandre Loloian, do Seade.

O número de desempregados foi estimado em 1,883 milhão, 31 mil a menos do que em maio. Foram abertas 110 mil vagas (crescimento de 1,2%), enquanto 79 mil pessoas (mais 0,7%) entraram na população economicamente ativa (PEA). Dessas 110 mil, 55 mil foram empregos no setor privado sem carteira, uma expansão de 8,1%. Já o emprego com carteira praticamente não variou (13 mil, 0,3%). Também houve alta no emprego doméstico (1,2%), caracterizado por menor remuneração e maior informalidade, e no segmento "outros" (4,3%), que inclui empregadores, pequenos negócios e autônomos.

O tempo médio de procura por trabalho na Grande São Paulo segue alto: 50 semanas, praticamente um ano.

O comportamento do mercado de trabalho varia conforme a área analisada. No município de São Paulo, a taxa de desemprego diminuiu de 16,8% para 16,3%, enquanto na sub-região leste (Guarulhos, Mogi das Cruzes e outros municípios) passou de 20,6% para 19,7%. A pesquisa apontou alta na sub-região sudeste, que inclui o Grande ABC: de 16,3% para 17%.

Entre os setores, a indústria de transformação criou 81 mil postos de trabalho em junho, alta de 6%, e os serviços abriram 47 mil (0,9%). Mais 7 mil vieram da construção (1,1%). Comércio/reparação de veículos fechou 8 mil (-0,5%).

De abril para maio (nesse item, considera-se o mês anterior), o rendimento médio dos ocupados cresceu 0,7%, estimado em R$ 2.094. A massa de rendimento ficou praticamente estável.

Na comparação com junho de 2017, a região metropolitana tem 194 mil desempregados a menos (-9,3%), resultado da criação de 105 mil vagas (1,2%) e da saída de 89 mil pessoas (-0,8% da PEA). Nessa base de comparação, crescem o emprego com carteira e o doméstico. E o rendimento médio dos ocupados sobe 1,9%.

Mutirão
O Sindicato dos Comerciários de São Paulo marcou para 6 de agosto, das 8h às 17h, um novo mutirão de emprego. Na semana passada, mais de 10 mil pessoas estiveram no Vale do Anhangabaú, na região central da capital paulista, em busca de 1.900 vagas. A entidade fica na Rua Formosa, 99. É preciso levar currículo, carteira profissional, CPF e comprovante de residência.
Fonte: Rede Brasil Atual

Acidente de trabalho em São Paulo tem uma morte a cada 20 horas

Foram 166 mil ocorrências em 2017. Observatório já projeta mais de 100 mil no semestre que passou, com custo aproximado de R$ 2,4 bilhões em benefícios previdenciários

Com 165.996 acidentes de trabalho no ano passado, o estado de São Paulo registrou 447 mortes, ou uma morte a cada 20 horas, em média. O cálculo é do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, mantido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Com base nos dados disponíveis, o Observatório projetou para o primeiro semestre deste ano mais de 100 mil acidentes e um gasto aproximado, em benefícios previdenciários, de R$ 2,4 bilhões.

De 2012 a 2017, foram 1,129 milhão de acidentes no estado – um a cada 2 minutos e 47 segundos. Os mais frequentes, segundo o MPT, foram cortes, lacerações e puncturas (relacionado a perfuração), além de contusões, esmagamento e fratura.

Apenas a cidade de São Paulo tem 297 mil casos de 2012 a 2017. Em seguida, vêm Campinas (30.740), São Bernardo do Campo (30.470), São José do Rio Preto (25.814) e São José dos Campos (22.802).

Segundo o Anuário Estatístico da Previdência Social, em 2016, último dado disponível, foram registrados no INSS 578.935 acidentes, ante 622.379 no ano anterior. Em São Paulo, foram 198.354.
Fonte: Rede Brasil Atual

Lei trabalhista de Temer é a pior do mundo, diz secretário da UITA

Reformas trabalhistas regressivas estão ocorrendo em vários países. Alemanha, Espanha, França, México e Brasil, entre outros, já aprovaram leis que modificam a relação capital-trabalho, causando desequilíbrios.

Para o sindicalista uruguaio Gerardo Iglesias, secretário regional latino-americano da UITA (União Internacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação), a lei trabalhista imposta pelo governo Temer é a pior entre todos os países.

“Se havia uma ditadura pela força em 1964, quando ocorreu o golpe militar, hoje temos o autoritarismo do capital. Não pela força, mas por meios silenciosos e psicológicos. Essa lei trabalhista que aí está é a pior que existe no mundo, porque ataca direitos conquistados há décadas e também o movimento sindical. É, sem dúvida, um retrocesso de cem anos”, disse o dirigente, em entrevista à Rádio Web Agência Sindical.

Segundo Iglesias, o momento exige uma mudança de pensamento. “O sindicalismo sozinho é fraco. É preciso voltar os olhos para os movimentos sociais e abrir espaço para eles dentro dos Sindicatos. Se faz necessário sair da inércia. Deixar de fazer sindicalismo no Sindicato e levá-lo para dentro das empresas”, ressalta.

Gerardo Iglesias aponta que Brasil virou uma espécie de laboratório do capital. “O governo facilita e abre espaço à implementação de medidas que precarizam as relações de trabalho. Por isso, essa reforma trabalhista conseguiu ser aprovada. Outros países utilizam alguns dos mecanismos desta nova lei. Mas tudo que é ruim foi implantado primeiro aqui no Brasil”, diz.

Desalento - Ele alerta para a inércia por parte da sociedade e dos trabalhadores. “Um desânimo tomou conta da população. Estamos próximos às eleições. Com 14 milhões de desempregados, os patrões usam isso, fazendo pressão psicológica, para que os trabalhadores aceitem a perda de direitos e não lutem. Além dos desalentados, que desistiram de tudo, de procurar emprego e de lutar contra essa situação”, destaca Iglesias.
Fonte: Agência Sindical

Gleisi: resultados da Pesquisa Vox Populi empolgaram Lula

A pesquisa eleitoral Vox Populi/CUT, divulgada nesta quinta (26), empolgou Lula e deu mais energia para o enfrentamento das adversidades do cárcere, relata a senadora Gleisi Hoffmann, que esteve na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. "Vim fazer uma reunião com ele e tratar de questões políticas, da nossa convenção, mas sobretudo mostrar os índices de aprovação que ele tem, as intenções de voto que o povo está lhe dando, o posicionamento do PT na sociedade. Ele me disse que o faz manter a resistência é essa esperança do povo brasileiro de tê-lo de novo presidente da República”, disse Gleisi.

"Mesmo depois de mais de três meses de prisão injusta e ilegal, Lula continua crescendo na preferência do eleitorado, ressaltou Gleisi. “De novo as pesquisas mostram isso: a resiliência do voto popular no presidente Lula. Ele é a pessoa capaz de tirar o País da crise, de pacificar o Brasil e nos devolver o desenvolvimento inclusivo que tínhamos começado a construir”, disse.

O apoio do povo – que deu 41% das intenções de voto ao ex-presidente na pesquisa – é a força moral que sustenta Lula nesse momento, reforçou Gleisi. “Ele acha que se não fosse isso, pela responsabilidade que ele tem com o povo brasileiro, ele talvez não aguentaria esta situação, que é muito difícil”, afirmou. “Nós vamos já para 112 dias de prisão, 111 hoje, o que é muito doloroso para ele e para a família”, completou.

Ela reafirmou o projeto de registrar a candidatura de Lula no dia 15 de agosto, com uma grande mobilização popular em Brasília. “Nossa prioridade é disputar a eleição presidencial com Lula, ganhar e retomar o desenvolvimento do País. Esse é o nosso projeto”, afirmou.

A força política e eleitoral de Lula é tamanha que não há como tirá-lo das eleições presidenciais, afirmou Gleisi. “Lula já está na disputa eleitoral. Lula está sendo o centro das discussões políticas no País. Não dá para discutir eleições sem o Lula. É ele que tem a preferência popular”, constatou."
Fonte: Brasil247

Centrão oficializa apoio a Geraldo Alckmin para Presidência

Partidos que compõem o chamado Centrão, formado por DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade, oficializaram nesta quinta-feira (26) apoio à pré-candidatura do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República. O nome do vice-presidente continua sem definição. O assunto permanece em reuniões internas com lideranças dos partidos e o presidenciável, em Brasília.

O bloco aguarda resposta definitiva ao convite feito ao empresário Josué Gomes (PR), filho de José Alencar, vice-presidente do governo Luiz Inácio Lula da Silva, morto em 2011, vítima de câncer. Ao ser questionado sobre o vice, Alckmin voltou a dizer que "não está com pressa" e que tem até o dia 4 de agosto, dia da convenção nacional dos tucanos, para definir um nome.

Por enquanto, a certeza dada pelo presidenciável é que o vice não virá de São Paulo. Além de Josué, nomes de outras siglas do bloco foram discutidos. O Solidariedade, por exemplo, sugeriu para compor a chapa o ex-deputado e ex-ministro Aldo Rebelo (SP), e o PP queria a cadeira para o empresário Benjamin Steinbruch.

Ao discursar e agradecer o apoio do Centrão, Alckmin lembrou a campanha de 2006, quando foi derrotado por Lula no segundo turno. Disse que, desta vez, se sente mais maduro para a disputa e lembrou que não é um momento fácil. “Quem assumir em 1º de janeiro enfrentará mais um ano de déficit primário”, destacou. Ele acrescentou que, além disso, o país tem mais de 13 milhões de pessoas desempregadas e enfrenta o “ drama da segurança pública”.

“O caminho não é nem autoritarismo, nem populismo, mas a democracia”, disse o tucano, que prometeu focar seu governo na geração de emprego e renda.

Rodrigo Maia
Em entrevista coletiva, em Brasília, o presidente do Democratas, ACM Neto, leu uma carta enviada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que está em Miami. Na carta, Maia, pré-candidato à Presidência da República, disse que a decisão de abandonar a corrida presidencial foi tomada em conjunto com os partidos do bloco e que o caminho foi unir esforços em torno do projeto político que “parece mais viável para evitar marcha à ré no país”. Ao declinar da pré-candidatura, Maia disse que vai tentar se reeleger como deputado federal.
Fonte: Agência Brasil

Economia crescerá 1,6% em 2018, prevê CNI

Estimativas divulgadas nesta quinta-feira (26) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que a economia brasileira crescerá este ano "apenas 1,6%". O número é um ponto percentual abaixo do previsto em abril.

De acordo com o Informe Conjuntural referente ao segundo trimestre, estudo que traz a revisão de expectativas da entidade para o desempenho da indústria e da economia, a indústria crescerá 1,8%. Em abril, este percentual estava em 3%.

Os investimentos deverão aumentar 3,5%, enquanto o consumo das famílias terá expansão de 2%. A taxa de desemprego estará em 12,45% ao final do ano.

Inflação
Ainda segundo o levantamento, a inflação continuará "baixa, apesar dos aumentos de preços provocados pela greve dos caminhoneiros", com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechando o ano em 4,21%. Em abril, a inflação projetada pelo Informe Conjuntural para o ano estava em 3,7%.

A CNI avalia que os juros básicos da economia fecharão o ano em 6,5%. Em abril, a previsão estava em 6,25%. O dólar chegará ao final do ano valendo R$ 3,80, de acordo com o levantamento.

Com relação às contas públicas, a estimativa da entidade é que o governo federal termine 2018 com um déficit primário equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país). Já a dívida bruta do setor público chegará a 76,3% do PIB.

Ainda dentro das previsões da CNI, o superávit da balança comercial alcançará US$ 62 bilhões, resultado de exportações de US$ 232 bilhões e importações de US$ 170 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

Petrobras recorre ao STF para suspender ação trabalhista de R$ 17 bi

A Petrobras recorreu nesta quinta-feira (26) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a decisão da Justiça do Trabalho que garantiu aos funcionários da estatal o direito ao pagamento de adicionais salariais que foram definidos em um acordo coletivo assinado em 2007.

O impacto da decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) nos cofres da Petrobras é de aproximadamente R$ 17 bilhões e beneficia cerca de 50 mil funcionários. A questão deverá afetar cerca de 7 mil processos que tratam do assunto em todo o país. Cabe recurso contra a decisão ao próprio tribunal e ao Supremo.

Segundo os advogados contratados pela Petrobras, o imediato pagamento dos valores por meio de uma decisão que ainda cabe recurso trará prejuízos financeiros irreversíveis para a estatal. Além disso, a defesa alega que o entendimento do TST pode provocar “distorção remuneratória” na gestão da empresa.

“Autorizar-se-ia por intermédio de uma decisão ainda sujeita a recurso, a criação de uma distorção remuneratória na gestão da Petrobras, conquanto empregados de nível médio da área operacional, receberiam vencimentos superiores aos seus gestores, desconstruindo o atual Plano de Cargos e Salários e qualquer outro que venha a ser implantado, já que desestimula a política remuneratória baseada em meritocracia, desestruturando a Política de Recursos Humanos de qualquer empresa hierarquicamente organizada”, argumentaram os advogados.

Devido ao período de recesso de julho no STF, a questão será analisada pela presidência da Corte, que é ocupada, nesta semana, pelo ministro Dias Toffoli.

Fonte: Agência Brasil