sexta-feira, 13 de abril de 2012

Comunicado aos trabalhadores da Copel


 A muito estamos solicitando à Copel reunião especifica para tratativas de ocorrências na área de segurança e medicina do trabalho e no setor de teleatendimento. 

Na questão segurança nunca aconteceram tantas fatalidades envolvendo trabalhadores como nesta gestão, só neste inicio de ano já ocorreram cinco acidentes com morte  na Copel, dois trabalhadores da Copel e três trabalhadores terceirizados.

Para se ter uma idéia da gravidade da situação de segurança na Copel, no ano de 2011, ocorreram em todo país sete acidentes fatais de trabalhadores do quadro próprio das empresas de energia.

Na medicina do trabalho são três médicos para atender mais de quatro mil trabalhadores em Curitiba e região, o que gera atrasos em todos os exames, admissional, demissional e nos periódicos, contrariando a previsão legal.

No setor de teleatendimento segundo relato dos trabalhadores impera o assédio moral e farta distribuição de punições aos empregados. Alguns casos já estão sendo tratados no Ministério Público do Trabalho.

Diante de nossa insistência finalmente a Copel marcou as reuniões que acontecerão no inicio do mês de abril:

- Dia 03/05 Reunião de Segurança e Medicina do Trabalho;

- Dia 04/05 Reunião sobre denuncias do Setor de Teleatendimento.

Trabalhador participe, opine, denuncie.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Copel: uma gestão voltada para os abastados


As decisões emanadas pela direção da Copel têm surpreendido a todos os grupos organizados que representam os interesses coletivos, quer sejam da sociedade paranaense, quer sejam dos trabalhadores.

A nova direção divulga para a imprensa o excelente resultado de lucratividade da Copel fruto da dedicação de cada empregado da empresa que não mede esforços para manter a confiabilidade e qualidade da energia entregue aos consumidores.

E para surpresa dos consumidores e trabalhadores da Copel os lucros são utilizados da seguinte forma:

- Doação de 24,7 milhões para ser utilizado na Arena da Baixada;

- R$16,9 milhões utilizados na compra de um avião;

- Diminuição no valor da PLR dos empregados em mais de 50%,

- Aumento do valor a ser distribuído aos acionistas em 10%;

- Implementação de PCS que não contempla os empregados com mais tempo de serviço na empresa;

E segundo informações que chegam ao sindicato isto é só o começo.

No entanto nós não vamos aceitar passivamente o que esta sendo feito na empresa pública que é orgulho e patrimônio do povo paranaense.



Copel empresta dinheiro publico para iniciativa privada a fundo perdido


Luz para todos?
Diego Pisante /Gazeta do Povo
Copel investe alto, a fundo perdido, em painéis para captação de energia solar na Arena. Projeto é o único no país a beneficiar uma obra privada
Além de mais de R$ 120 milhões em potencial construtivo (direito de construir além dos limites fixados na Lei de Zoneamento), o Atlético terá outra grande benesse do governo na reforma da Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014. O clube receberá um empréstimo a fundo perdido (sem previsão de reembolso), da Companhia de Energia Elétrica do Paraná (Copel), com o intuito de instalar painéis para captação de energia solar em seu estádio.
A iniciativa faz parte do Programa de Pesquisa e De­­senvolvimento (P&D) da Agên­­­­cia Nacional de Energia Elé­­trica (Aneel) e custará R$ 24,6 milhões aos cofres públicos.
O projeto, que está em fase final de aprovação, foi selecionado em novembro do ano passado ao lado de outras 16 propostas de várias companhias elétricas do país. De acordo com a Lei n.º 9.991, de 24 de julho de 2000, todas as empresas concessionárias de energia elétrica são obrigadas a aplicar 0,5% de sua receita operacional líquida em ações de combate ao desperdício de energia, chamadas de eficiência energética, na qual a energia solar se enquadra. Mas somente no caso paranaense a aplicação será feita em uma obra privada.
A própria Copel toca paralelamente outra proposta, de mais de R$ 50 milhões, para a captação e distribuição de energia elétrica por fonte solar.
“O projeto não é do Atlé­tico, não foi doado para o Atlé­­tico. É da Copel, da Aneel e do governo federal para bus­­car energia sustentável na Co­­pa do Mundo. O dinheiro é federal, ele já vem carimba­­do e tem de ser aplicado no projeto Copa do Mundo”, diz o secretário municipal de as­­suntos para a Copa, Luiz de Carvalho.
“Para todas as cidades-sede que quiserem, o projeto vai estar disponível. É um dinheiro a fundo perdido, ou seja, sem custo. A experiência e o projeto são da Copel. Só que é um recurso destinado à Copa do Mundo. Como a Arena é o estádio, ela fará parte desse projeto”, completa o secretário.
De acordo com a Aneel, no entanto, não há nenhum vínculo entre essa legislação e o torneio da Fifa, tanto que apenas 12 dos 27 estados brasileiros participarão efetivamente do Mundial e todas as concessionárias precisam investir em eficiência energética.
Procurada pela Gazeta do Povo, a Copel afirmou que só irá se pronunciar sobre o assunto quando as negociações estiverem finalizadas. Já o Atlético, também por intermédio da assessoria de comunicação, disse que não iria participar da entrevista.
Na Bahia, o Estádio de Pi­­tu­­a­­çu, de propriedade do governo do estado, já conta com painéis para transformar a luz do sol em energia elétrica. Situação similar será repetida também nas praças esportivas de Pernambuco e Ceará, ambas públicas e com participação garantida no Mundial de 2014.
Além dos benefícios ecológicos, já que é um recurso renovável e não poluente, o uso de células fotovoltaicas na cobertura do Joaquim Américo irá gerar até 1.000 MWp de eletricidade – equivalente ao consumo de 6 mil pessoas. O prazo para a nova fonte de energia estar funcio­­nando é de 36 meses.
Se houver a produção de energia excedente, de acordo com Carvalho, a Copel será responsável pela comercialização.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Lucro da Copel avança 16,5% em 2011 e vai a R$1,1 bilhão (Fonte: Jornal da Energia)


"A estatal paranaense Copel encerrou o exercício de 2011 com um lucro líquido de R$1,17 bilhão, o que representa uma alta de 16,5% na comparação com o ano anterior. Nesse período, a receita operacional da companhia foi de R$7,7 bilhões, 12,7% acima da registrada em 2010. Enquanto isso, os custos cresceram 8,5% e chegaram a R$6,4 bilhões. Já o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$1,85 bilhão, com crescimento de 25,8%.

No balanço enviado ao mercado com os resultados, a Copel destacou sua atuação nos leilões de transmissão realizados neste ano pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Por meio de consórcios com Eletrobras Eletrosul, a espanhola Elecnor e a chinesa State Grid, a companhia arrematou seis lotes nos certames, somando quase 3 mil quilômetros em linhas a serem construídas.

A companhia afirma que o conjunto de lotes arrematados faz com que a Copel passe da 11ª para a oitava colocação entre as maiores empresas de transmissão do País, além de a colocar "em posição privilegiada nas fronteiras de expansão de transmissão no Brasil", as regiões Norte e Nordeste.

A empresa também apresenta a proposta de juros sobre o capital próprio referentes a 2011, com R$421,1 milhões a serem distribuídos - um payout de 35% sobre o lucro líquido ajustado do exerício, já contabilizada a antecipação de parte dos desembolsos feita no ano passado.

Nesse ponto, a Copel destaca que reavaliou o fluxo de caixa para 2012 levando em conta quatro aspectos: os efeitos da aplicação das regras do terceiro ciclo de revisão tarifária sobre a Copel Distribuição; o financiamento dos projetos de geração e transmissão em construção; provisões para um litígio cível; e "a perspectiva de novas aquisições visando o cumprimento das metas previstas no planejamento estratégico da companhia"."

segunda-feira, 19 de março de 2012

Sindenel recebe lideranças sindicais para preparação do Seminário Nacional no Setor de Energia




No dia 13 de março reuniram-se na sede do Sindenel representantes sindicais do Paraná e de vários estados da União para planejamento do 1° Seminário Nacional do Setor de Energia coordenado pelo DEPAURB – Departamento Profissional dos Urbanitários.

Após as considerações dos dirigentes ficou definido que o evento ocorrerá nos dias 23, 24 e 25 de abril em Ouro Preto – MG. Os temas que serão abordados e debatidos no seminário abordarão a Renovação das Concessões no Setor Elétrico e a Terceirização na atividade de energia.

Participaram da reunião os dirigentes sindicais Chicão (Fenatema), Paulo Rossi (UGT - Pr), Reginaldo (CNTI), Paulo Sérgio, Otácilio, André Paladino, Tanivaldo, Júlio Ribas, Gerti Nunes, Amorim, Koseki, Eduardo e Alexandre, membros da direção nacional do DEPAURB.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Trabalhador representado pela assessoria jurídica do Sindenel consegue reintegração junto à Copel


Em decisão publicada no dia 1º de março de 2012, a Juíza da 17ª Vara do Trabalho de Curitiba mandou reintegrar um leiturista irregularmente demitido pela Copel.

Na decisão, a Juíza do Trabalho consignou que a Copel deixou de observar suas próprias normas internas quando da dispensa do empregado. A empresa, além de punir injustamente o trabalhador duas vezes pelo mesmo motivo, também demorou para aplicar as punições. Tais procedimentos são contrários à legislação trabalhista.

A ação foi ajuizada pela Advocacia Garcez, que integra a assessoria jurídica do Sindenel, e atuou como advogado o Dr. Diego Bochnie.

Recentemente a Advocacia Garcez obteve também liminar em favor de copeliana representada pelo Sindenel, tendo atuado também o Dr. Diego Bochnie. A Justiça do Trabalho determinou a imediata realocação da trabalhadora em outra função, por motivo de saúde. 

O Departamento Jurídico do Sindenel está à disposição para sanar quaisquer dúvidas e para atender os eletricitários e eletricitárias. O atendimento pode ser feito no Sindenel durante os plantões nas terças e sextas das 14 às 17 horas, ou também em outros horários, mediante agendamento de consulta.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Licença-maternidade de 6 meses: benefícios para a mulher, para a criança, para a sociedade... e até para os empresários


Maximiliano Nagl Garcez

Na próxima semana pode ser votado pelo Plenário da Câmara dos Deputados a PEC 515/10, já aprovada pelo Senado Federal, aumentando a licença-maternidade de quatro para seis meses para todas as trabalhadoras. Atualmente, somente nas empresas participantes do Programa Empresa Cidadã há a licença de 6 meses.

O aumento da licença-maternidade para 6 meses traz inúmeros benefícios:

A)   para o recém-nascido, pois:

A.1) viabiliza a amamentação adequada até os 6 meses.

A Organização Mundial de Saúde recomenda que os bebês recebam, exclusivamente, leite materno durante os primeiros seis meses de vida.
Para que a amamentação seja efetiva, a OMS e a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a infância) recomendam que o bebê receba apenas leite materno (nem mesmo água) e a amamentação aconteça sob demanda, isto é, sempre que a criança quiser, dia e noite.
Essa recomendação de amamentação exclusiva até os seis meses é resultado de uma reunião de especialistas ocorrida em Genebra, em 2001. Na mesma linha, o Ministério da Saúde, no Guia alimentar para crianças menores de 2 anos, determina o aleitamento materno exclusivo até os 6º mês de vida.  Esse guia pode ser encontrado no sitio: http://www.opas.org.br/publicmo.cfm?codigo=43. (Fonte: OPAS - http://www.opas.org.br/sistema/fotos/amamentar.pdf)

A licença-maternidade de somente 4 meses torna inviável na prática a amamentação efetiva pelas mães trabalhadores a partir do 5º. mês, eis que o disposto no art. 396 da CLT é claramente insuficiente: "Para amamentar o próprio filho, até que este complete seis (6) meses de idade, a mulher terá direito durante a jornada de trabalho, a dois descansos especiais, de meia hora cada um.
Parágrafo único: Quando o exigir a saúde do filho, o período de seis (6) meses poderá ser dilatado, a critério da autoridade competente."
Normalmente o deslocamento do recém-nascido até o local de trabalho é inviável. E tampouco o intervalo de 30 minutos permitiria que a mãe fosse até o encontro de seu filho e o amamentasse.

A.2) diminui a mortalidade infantil

Estudo realizado pela OPAS demonstra que a amamentação exclusiva até os 6 meses reduz a mortalidade infantil (Fonte: OPAS - http://www.opas.org.br/sistema/fotos/amamentar.pdf)
Tal conclusão também foi obtida por estudo realizado em Porto Alegre e Pelotas, que demonstrou “que as crianças menores de um ano não amamentadas tiveram um risco quatorze vezes maior de morrer por diarréia e quase quatro vezes maior de morrer por doença respiratória, quando comparadas com crianças da mesma idade alimentadas exclusivamente ao seio”. (Fonte: Ministério da Saúde, In: Guia alimentar para crianças menores de 2 anos - http://www.opas.org.br/publicmo.cfm?codigo=43)

B) para a mãe:

As vantagens de manter a amamentação exclusiva por seis meses não beneficiam somente o recém-nascido, mas também a mãe. Além de produzir hormônios em maior quantidade, os quais auxiliam o retorno do corpo da mulher à normalidade, a amamentação também ajuda a reduzir o sangramento pós-parto.
O ato de amamentar reduz a incidência de câncer de mama, câncer de ovários e de diabetes na mulher, protege-a contra a osteoporose, aumenta o espaçamento entre as gestações e evita a depressão pós-parto, conforme estudo realizado pela Dra. Marina F. Réa, publicado no Jornal de Pediatria, Vol. 80, nº. 5, de 2004 (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572004000700005)

Outro benefício do aleitamento materno, talvez o maior deles, é o vinculo afetivo que é criado entre a mãe e o filho. Isso fortalece o relacionamento familiar e transmite segurança, carinho e amor ao bebê e também à mãe.

C) para a sociedade:

Os benefícios da ampliação da licença-maternidade se estendem para toda a sociedade. Por exemplo:

C.1) Haverá uma significativa diminuição dos gastos do SUS, conforme divulgado pelo próprio Ministério da Saúde: “com o aumento das taxas de aleitamento materno, há redução de agravos à saúde das crianças e das mulheres. O País terá cidadãos mais saudáveis, evitando gastos com remédios e internações hospitalares”. (Fonte: Portal da Saúde, SUS - http://portal.saude.gov.br/portal/saude/cidadao/visualizar_texto.cfm?idtxt=30133).
educação e assistência social.
Recente dissertação de Mestrado de Viviane Vecchi Mendes, pela Faculdade de Economia da USP, obteve resultados no mesmo sentido (www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/.../VivianeVecchiMendes.pdf)

C.2) A melhoria na saúde psíquica do recém-nascido acarreta a diminuição da violência e da criminalidade.

A ampliação da licença-maternidade trará resultados positivos para a saúde mental do bebê e por conseqüência do futuro adulto, acarretando a diminuição da violência e da criminalidade. Nesse sentido:  “O amor inibe a violência- Além de vantagens para mamãe e bebê, a licença-maternidade ampliada traz benefícios para a sociedade. Estudos comprovam que boa parte da violência social e da criminalidade decorre da carência afetiva nos primeiros anos de vida.” (http://guiadobebe.uol.com.br/beneficios-da-ampliacao-da-licenca-maternidade/)

Não é à toa que os EUA, um dos países mais violentos do mundo, possuem a menor licença-maternidade entre todos os países industrializados (http://www.mcgill.ca/newsroom/news/item/?item_id=23720)

Amplo estudo foi realizado pelo Instituto de Investigação em Saúde Infantil Telethon, em West Perth, na Austrália, onde 2.366 crianças foram analisadas.  11% nunca haviam recebido aleitamento materno, 28% foram amamentadas de seis a doze meses e 24% por mais de um ano. Descobriu-se que as crianças amamentadas por menos tempo se comportavam de modo mais agressivo e com maior tendência à depressão. A cada mês adicional de amamentação a conduta melhorava de modo significativo, o que permite concluir que “o aleitamento materno, quando mantido por seis meses ou mais, associa-se positivamente com a saúde mental, promovendo bem estar para a criança, para mãe, para a família e também para a sociedade”. (Fonte: Maiara Martininghi - http://www.paizn.org.br/dicas-de-saude/aleitamento-materno-na-prevencao-de-transtornos-mentais/).

D) para os próprios empregadores:
A ampliação da licença-maternidade trará diversos benefícios também aos empregadores:

D.1) diminuição do absenteísmo após a licença-maternidade e aumento da produtividade.
O fato do recém-nascido poder passar mais tempo com a mãe permitirá que esta sinta-se mais tranqüila e segura. Ao retornar ao ambiente de trabalho, após a licença maternidade, a trabalhadora estará mais feliz e disposta, o que trará um incremento na produtividade.  
Como vimos, é comprovado que crianças que consumiram exclusivamente leite materno durante seu primeiro semestre de vida são mais saudáveis. Consequentemente, ficarão menos doentes, diminuindo o número de faltas e atrasos das mães.

D.2) Os empregadores brasileiros constantemente reclamam da qualidade da mão-de-obra no Brasil.

Como vimos acima, o aumento da licença-maternidade contribuirá para que tenhamos uma população adulta mais saudável física e mentalmente, e consequentemente mais produtiva. Mesmo se analisássemos a questão somente pela lógica fria e insensível do capital, a ampliação da licença-maternidade também faria sentido.