quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Reforma Sindical: CCJ admite PEC 196/19; vai à comissão especial

Em votação simbólica, isto é, sem registro no painel, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou (admitiu), na manhã desta terça-feira (17), a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 196/19, do deputado Marcelo Ramos (PL-AM), que trata da Reforma Sindical. O colegiado chancelou o parecer do relator, deputado Fábio Trad (PSD-MS), pela admissibilidade da proposta, com complementação de voto. O texto poderá ser apreciado, a partir de fevereiro, em comissão especial (mérito).

Em síntese, a proposta dá nova redação ao artigo 8º da Constituição e estabelece que “é assegurada a liberdade sindical”, de modo que o Estado não poderá exigir autorização para fundação de entidade sindical, mas manterá a prerrogativa de efetuar o registro dos atos constitutivos no Registro Civil de Pessoas Jurídicas.

Setor ou ramo de atividade
A proposta estabelece que a organização de trabalhadores e empregadores será definida por setor econômico ou ramo de atividade, sendo que a base territorial do sindicato será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior a área de 1 município.

Relevante destacar que, ao impedir que a base territorial não possa ser inferior a área de 1 município, o texto veda a possibilidade de criação de sindicato por empresa.

Trata-se, pois, de proposta de liberdade sindical mitigada, visto que impede a criação de sindicatos por empresa e permite que, por um determinado espaço de tempo, a entidade sindical possa ter a exclusividade de representação.

Regras de transição
Entre as regras transitórias estão, a partir da promulgação da emenda constitucional, com definição dos prazos e condições para continuidade das atuais entidades sindicais:

1) no período de 1 ano, desde a promulgação da emenda, ficarão preservadas a exclusividade e as prerrogativas das entidades sindicais pré-constituídas, no seu âmbito de representação, desde que comprovada a sindicalização mínima de 10% dos trabalhadores em atividade; e

2) no período de 10 anos, desde a promulgação da emenda, ficarão preservadas as prerrogativas das entidades sindicais pré-constituídas, no seu âmbito de representação, desde que comprovada a sindicalização mínima de 50% dos trabalhadores em atividade.

Negociação coletiva no serviço público
No que diz respeito aos servidores públicos civis, a proposta também acrescenta, no artigo 8º da Constituição, direito à livre associação sindical e à negociação coletiva.

E confere ainda prazo de 180 dias para que o Congresso Nacional regulamente a Convenção 151, da OIT, e a Recomendação 159, da OIT, que visa garantir e defender os interesses dos funcionários públicos, nas 3 esferas de governo, tratando da liberdade sindical e do processo de negociação coletiva dos servidores públicos.

Complementação de voto
A partir de acordo, o relator retirou do texto, 2 relevantes aspectos constitutivos da matéria:

1) o artigo que trata da contribuição para negociação coletiva (Art. 8º, inc. VI); e

2) o da composição e atribuições do Conselho Nacional de Organização Sindical (CNOS) (§ 1º).

Embora tenha retirado estas 2 partes do texto da PEC para permitir a votação da proposta no colegiado técnico, o relator afirma, em seu voto complementar, que as “formas de financiamento e regulamentação serão objeto de discussão na comissão especial.”

Gaet
Criado em setembro, pela Portaria 1.001, o Gaet (Grupo de Altos Estudos Trabalhistas) teve o prazo para apresentação das propostas prorrogado para até o dia 10 de fevereiro de 2020 — Portaria 1.344/19, do Ministério da Economia.

Anteriormente, as propostas do Gaet deveriam ser apresentadas ao secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, até o dia 3 de dezembro, prazo de até 90 dias após a publicação da Portaria 1.001.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre os documentos — relatórios e propostas — que estão sendo preparados pelos subgrupos do Gaet.

Tramitação
A proposta vai ser examinada, a partir de fevereiro de 2020, em comissão especial, que vai se debruçar sobre o mérito da PEC.

Na comissão especial (2ª fase), a PEC 196 terá até 40 sessões, ou 60 dias, para ser aprovada ou não. Sendo que nas primeiras 10 sessões poderão ser apresentadas emendas ao texto.

Superada a 2ª fase da proposta, o texto vai à votos em 2 turnos no plenário da Câmara (3ª e 4ª fases) de discussões e votações da matéria. Findas quais, se aprovada, em ambos os turnos, por no mínimo 308 votos, o texto vai ao exame do Senado Federal.
Fonte: Diap

O sindicalismo precisa se atualizar para o novo mundo do trabalho, diz Clemente

A Agência Sindical iniciou semana passada série de balanços do sindicalismo durante 2019. O entrevistado desta edição é Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Dieese.

Clemente entrou no Dieese em 1984, mas foi em 2004 que assumiu a coordenação técnica. Professor e economista por formação, ele explica papel desempenhado pelo departamento e comenta os desafios postos ao sindicalismo. Segundo ele, é preciso que haja reorganização do sistema para sua atualização.

Dieese - Mantido pelas entidades sindicais associadas, o departamento tem a finalidade de fornecer pesquisas e estudos para a ação do sindicalismo e entidades ligadas ao mundo do trabalho, governamentais ou não. Os técnicos do Dieese participam de aproximadamente 1 mil rodadas de negociação por ano.

Base - Os estudos feitos pelo departamento formam uma base de informações que se transformam em assessoria para negociação do sindicalismo com o governo ou setor patronal. Também tem um trabalho de formação de dirigente, a fim de prepará-lo para os problemas que afetam o mundo do trabalho.

MP 905 - Um dos desafios postos aos trabalhadores para os próximos meses, afirma Clemente, é a Medida Provisória 905. Para o diretor do Dieese, a medida é favorável ao patronal. “Ela desonera as empresas, desprotege o empregado e tira os Sindicatos das negociações. A insegurança gerada é tão grande, que ela já recebeu quase duas mil emendas no Congresso. Por isso, a Centrais já pediram sua retirada”.

Atualização - O diretor-técnico do Dieese aponta a necessidade de um novo projeto de reorganização na atuação do movimento, independente de qualquer mudança na estrutura sindical. “Por um lado, o mundo do trabalho está em profunda mudança. Por outro, o governo adotou uma série de iniciativas que fragilizam as entidades. Tudo isso, exige uma atualização”.

Aliados - Dieese e Diap têm prestado assessoria às Centrais Sindicais na atuação no Congresso Nacional e a pensar estratégias de reorganização sindical no âmbito institucional. “Temos ajudado a elencar propostas rumo ao projeto de reforma sindical que atenda às necessidades dos trabalhadores e do sindicalismo”.

Mais - Acesse o site do Dieese.
Fonte: Agência Sindical

Congresso Nacional aprova texto-base do Orçamento para 2020

O Congresso Nacional aprovou o texto-base do parecer final sobre o Orçamento da União para 2020. Neste momento, deputados e senadores analisam as propostas de modificação ao texto, em sessão conjunta.

O Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 22/19 foi aprovado com a previsão de R$ 2,034 bilhões para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Contrários à proposta, parlamentares do partido Novo pediram a redução do valor, mas o destaque foi rejeitado pelos parlamentares.

Em votação também nesta terça-feira (17) na Comissão Mista de Orçamento, congressistas do Novo já haviam pedido a redução do fundo para R$ 765 milhões. O destaque, contudo, foi rejeitado pelo Colegiado. Apesar da rejeição da proposta, os parlamentares voltaram com a tentativa de diminuição do valor em plenário.

Orçamento
O projeto prevê R$ 3,6 trilhões para as projeções de receita e de despesa. Desse total, R$ 3,5 trilhões são dos orçamentos fiscal e de seguridade social, dos quais R$ 917,1 bilhões referem-se ao refinanciamento da dívida pública.

O salário mínimo, em janeiro de 2020, passará dos atuais R$ 998 para cerca de R$ 1.031. O valor está abaixo dos R$ 1.039 inicialmente previsto. Em 2020, a meta fiscal para o resultado primário do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) corresponderá a um déficit de R$ 124,1 bilhões.

Para o próximo ano, a proposta orçamentária prevê ainda um crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,32%, pouco acima da expectativa do mercado (2,20%). A inflação prevista para o próximo ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é de 3,53%.
Fonte: Agência Brasil

CCJ aprova admissibilidade de proposta que amplia licença-maternidade para 180 dias

Proposta agora será analisada em comissão especial e depois pelo Plenário, em dois turnos de votação, antes de ir para o Senado

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade de proposta de emenda à Constituição (PEC) 158/19, que amplia a licença-maternidade dos atuais 120 dias para 180 dias para todas as trabalhadoras.

Atualmente, a licença de 180 dias só é possível para as mulheres que trabalhem em empresas participantes do Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei 11.770/08.

O texto também assegura licença-maternidade de 120 dias às deputadas e senadoras, prorrogáveis por mais 60. O suplente só será convocado se o afastamento for superior a 180 dias. Hoje, a Constituição não prevê esse tipo de licença para as congressistas.

A proposta, da deputada Clarissa Garotinho (Pros-RJ), recebeu parecer favorável da relatora, deputada Margarete Coelho (PP-PI).

Ao apresentar a PEC, Clarissa disse que a ampliação da licença-maternidade é uma recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e segue uma tendência mundial. Ela argumentou ainda que o aumento do tempo de licença traz benefícios para mãe e filho recém-nascido.

“São nos primeiros 12 meses de vida que o ser humano vive um período de completa dependência da mãe e é nesse período em que mãe e filho estabelecem padrões de relacionamento que serão levados para a vida compartilhada em sociedade”, afirmou a deputada.

Tramitação
O mérito da PEC será analisado por uma comissão especial a ser criada e, em seguida, pelo Plenário, onde deverá ser votada em dois turnos.
Fonte: Agência Câmara

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Programas de medicina preventiva da Fundação Copel auxiliam no diagnóstico precoce de possíveis doenças

Com o intuito de diagnosticar precocemente possíveis doenças e até mesmo evitá-las, a medicina preventiva tem um papel de extrema importância. Reduzir o impacto de enfermidades e melhorar a qualidade de vida de pacientes é essencial, portanto, realizar exames e consultas periodicamente pode fazer toda a diferença.
Os planos de saúde da Fundação Copel contam com programas voltados à medicina preventiva, tendo em vista que a entidade trata a saúde de cada um de seus beneficiários como prioridade.
Anualmente, a Fundação oferece um Programa de Avaliação Médica para Aposentados, Cônjuges e Pensionistas, disponibilizando guias para realização de consultas e exames gratuitos, como forma de diagnosticar precocemente possíveis doenças.
O Programa de Rastreamento de Câncer também é oferecido pela entidade. Por meio dele, os beneficiários elegíveis recebem guias para realização de procedimentos a fim de detectar o aparecimento do câncer de colo de útero, câncer de mama e colorretal.
CuiDar, é um programa de controle do diabetes. Apesar de ser uma doença que não tem cura, o diabetes pode ser tratado e, dessa forma, o paciente consegue ter uma vida normal, desde que haja acompanhamento adequado. O CuiDar conta com encontros periódicos que promovem uma troca de experiências entre os beneficiários e orientação sobre os cuidados no tratamento.
As gestantes também têm um programa voltado para elas, o Gestação Saudável. Beneficiárias titulares ou dependentes contam com monitoramento e apoio durante toda a gravidez, além de receber orientação sobre os primeiros cuidados com o bebê.
Pacientes com doenças crônicas, também podem e devem se prevenir. A Fundação Copel oferece o Programa de Assistência Farmacêutica com monitoramento de profissionais de saúde que avaliam os medicamentos consumidos pelos pacientes. Assim, é possível detectar se um remédio pode causar algum tipo de reação se ingerido com algum outro. O programa também realiza a entrega de medicamentos ao paciente garantindo que ele não faça intervalos no tratamento.
Uma forma de prevenção de possíveis doenças é realizar atividades físicas. Pensando nisso, a entidade promove diversas caminhadas durante o ano. Dessa forma, não apenas quem quer se prevenir, mas quem já possui algum tipo de enfermidade pode praticar um exercício ao ar livre em busca de uma qualidade de vida melhor.
A Fundação Copel não mede esforços para que os beneficiários cuidem da saúde, por isso, preparou uma novidade para 2020, o EquilibradaMente, um programa voltado à saúde emocional, com foco no equilíbrio e bem-estar de pacientes. 
A medicina preventiva é uma forte aliada no diagnóstico precoce e no tratamento de doenças. Faça sua parte mantendo seus exames em dia. Afinal, com saúde não se brinca!


Atenciosamente,

DPCR - Dep. de Comunicação e Relacionamento
41-3883-6000 | comunicacao@fcopel.org.br

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Governo pretende beneficiar empresa com isenção do INSS quando funcionário for enviado à reabilitação

Com a medida, o governo de Jair Bolsonaro pode deixar de arrecadar R$ 244 milhões em receitas da Previdência

O governo de Jair Bolsonaro estuda isentar INSS de empresas que enviarem funcionários para a reabilitação profissional em 2020. A mudança pode fazer com que o governo deixe de arrecadar R$ 244 milhões da Previdência.

A isenção deve se iniciar quando o empregado, de acordo com o projeto de lei enviado ao Congresso, voltar ao trabalho. O benefício da empresa deve durar 12 meses.

Em 2021, a previsão é que R$ 442 milhões deixem de ser arrecadados pelo governo e, em 2022, R$ 530 milhões.

A proposta faz parte do mesmo projeto de lei propõe a retirada da obrigatoriedade de empresas contratarem pessoas com deficiência.
Fonte: Brasil247

Suspeição de Moro em processos de Lula será julgado só em 2020

Na sexta-feira, dia 20, os ministros entram em recesso e a Corte só voltará a funcionar normalmente em fevereiro do ano que vem.

O julgamento do pedido de habeas corpus (HC) que aponta suspeição do ex-juiz Sergio Moro para julgar os processos relativos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ficar só para 2020. O processo não será analisado na última sessão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2019, marcada para esta terça-feira. E na sexta-feira, dia 20, os ministros entram em recesso e a Corte só voltará a funcionar normalmente em fevereiro do ano que vem.

O pedido de HC foi impetrado em 5 de novembro de 2018 contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça. A defesa do ex-presidente alega que a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro feriu os direitos fundamentais de Lula. Para os advogados, “Sergio Moro capitaneou a perseguição contra Lula e sua prisão ilegal, e também os procuradores da Lava Jato de Curitiba, que continuam agindo sem a observância dos preceitos da impessoalidade, da legalidade e da imparcialidade para criar um cenário de culpa artificial contra Lula e seus familiares, em clara prática de lawfare”.

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), havia dito que sua pretensão era levar o processo para análise em dezembro. Em entrevista ao jornal argentino Clarín, em novembro, Mendes falou sobre o caso. “Quem foi colocado em questão foi o próprio Ministro da Justiça, quando decidiu deixar o cargo de juiz e assumir uma função governamental que servia a um governo que derrotou as forças da oposição e é beneficiário, de alguma forma, de suas decisões”, disse. “Ele é um juiz que até ontem foi juiz, determinou a prisão do principal candidato a presidente da República e depois aceita o cargo de seu adversário.”
Fonte: RevistaForum