terça-feira, 15 de outubro de 2019

Produção de petróleo bate recorde e se aproxima de 3 milhões de barris por dia

A produção nacional de petróleo chegou a 2,989 milhões de barris por dia em agosto, superando recorde atingido em maio (2,731 milhões de barris por dia). Somado ao gás, a produção nacional foi de 3,828 milhões de barris de óleo equivalente por dia, também recorde.

De acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o volume de petróleo registrado em agosto representa crescimento de 7,7% em relação ao mês anterior. Já a produção de gás subiu 7,4%, para 133,3 milhões de metros cúbicos por dia.

Com o crescimento, o setor de petróleo foi um dos responsáveis pela alta de 0,8% da produção industrial brasileira no mês de agosto, segundo informou na terça (1º) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para o IBGE, o desempenho reflete menores paradas para manutenção programada em plataformas da Petrobras. Em seu boletim mensal da produção, a ANP não detalha as razões do aumento nos volumes produzidos.

Os dados mostram, porém, que a evolução ocorre principalmente em campos do pré-sal, que produziram em agosto 2,427 milhões de barris de óleo equivalente por dia, 11,1% a mais do que no mês anterior. O volume está dividido em 1,928 milhões de barris de petróleo e 79,3 milhões de metros cúbicos de gás.

O campo com maior produção no país permanece sendo Lula, na Bacia de Santos, com 1,026 milhão de barris de petróleo e 43,4 milhões de barris de gás natural por dia. Foi o primeiro campo exclusivamente do pré-sal a entrar em operação e hoje tem nove plataformas instaladas.

A atividade em Lula beneficia principalmente os municípios de Niterói e Maricá, na região metropolitana do Rio, hoje os maiores arrecadadores de royalties do petróleo no país.

Localizado ao norte de Lula, o campo de Búzios vem experimentando grande crescimento: já é o segundo maior produtor do país, com 423,9 milhões de barris de óleo e gás por dia extraídos de quatro plataformas de produção.

Sapinhoá, no litoral paulista, é o terceiro, com 303,5 milhões de barris.

No início de novembro, o governo leiloa uma parte das reservas de Búzios no chamado megaleilão do pré-sal, que vai oferecer excedentes de descobertas feitas pela Petrobras nos contratos da cessão onerosa, assinados em 2010.

Os contratos deram à Petrobras o direito de produzir até cinco bilhões de barris de petróleo em quatro áreas, mas pesquisas posteriores indicaram que as reservas são muito maiores. Os vencedores do leilão terão direito a extrair os volumes excedentes.

Com o leilão, o governo espera levantar R$ 106 bilhões, valor da soma dos bônus de assinatura das quatro áreas. Parte do valor será destinado a estados e municípios, conforme acordo feito pelo Ministério da Economia. As regras de rateio, porém, são hoje alvo de embates na Câmara dos Deputados.

Os dados da ANP mostram que o aumento da produção nacional de petróleo permanece concentrado na Petrobras: a estatal é a operadora responsável por 93,2% do volume extraído no país. Seus sócios e outras petroleiras privadas ficam com 26% da produção nacional.

(Fonte: Diário Indústria e Comércio)

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