quinta-feira, 9 de julho de 2015

Situações em que o trabalhador pode sacar o FGTS

• Demissão sem justa causa e rescisão por culpa recíproca ou força maior
• Término do contrato por prazo determinado
• Fechamento da empresa ou falecimento do empregador individual
• Rescisão do contrato por culpa recíproca ou força maior
• Aposentadoria
• Necessidade em caso de desastre natural
• Suspensão do trabalho avulso
• Falecimento do trabalhador
• Idade igual ou superior a 70 anos
• Portador do vírus HIV ou pessoa com câncer
• Pessoa em estágio terminal em razão de doença grave
• Permanência de três anos fora do regime do FGTS
• Na amortização, liquidação de saldo devedor e pagamento de consórcio imobiliário
• Aquisição de moradia própria, liquidação ou amortização de financiamento habitacional
Fonte: Lei 8.036/1990
Fonte: Agência Senado

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Por não permitir férias, empresa é condenada a pagar dano moral

Não conceder férias a funcionário gera dano moral. Por isso, a 7ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) condenou uma empresa de gestão ambiental a pagar R$ 2 mil a um empregado por obrigá-lo a trabalhar nas férias. O fato ocorreu entre 2008 a 2011. Na decisão, o colegiado destacou que o trabalhador que é privado de 30 dias de descanso após 12 meses de trabalho pode sofrer sérios prejuízos à sua saúde. A decisão foi unânime.

A decisão da 7ª Turma manteve a sentença da juíza Verônica Ribeiro Saraiva, da 1ª Vara do Trabalho de Campos dos Goytacazes. Segundo os autos, o trabalhador exercia a função de supervisor do pessoal contratado para trabalhar em postos do Departamento de Trânsito do Estado (Detran-RJ) nas Regiões Norte e Noroeste, assim como na Região dos Lagos e Serrana.

O trabalhador afirmou ter sofrido dano moral em razão da fraude na concessão das férias, pois jamais usufruiu do benefício, já que a empresa fazia o supervisor e os demais funcionários assinarem as notificações de férias como se tivessem sido usufruídas. Em contrapartida, ele conta que recebia uma parcela no contracheque denominada “ajuda de custo II”.

A empresa defendeu-se dizendo que competia ao trabalhador comprovar que as férias não foram gozadas. O preposto da empresa, entretanto, afirmou que as férias tinham sido pagas, mas não sabia dizer se o empregado tinha usufruído dos dias de férias.

Diante da contradição, o 1ª Grau condenou a empresa a pagar o dobro das férias dos anos pelo período de 2008 a 2011, assim como a pagar indenização por dano moral. A empresa recorreu.

No TRT-1, a juíza convocada Claudia Regina Vianna Marques, que relatou o caso, afirmou que o desconhecimento do preposto quanto a fato importante da lide gera presunção relativa que pode ser elidida por prova em contrário, o que não ocorreu no caso concreto.

Na decisão, a relatora também destacou os prejuízos à saúde ao trabalhador que não tira férias pode sofrer. O desrespeito a normas que protegem a saúde e a segurança do trabalhador consiste, indubitavelmente, em lesão à sua dignidade, e caracteriza, sem sombra de dúvidas, o dano extrapatrimonial. Essa espécie de dano moral dispensa prova, já que o fato por si só é suficiente para se verificar a lesão”, escreveu. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-1.
Fonte: Consultor Jurídico

Seguridade aprova registro na carteira de trabalho de vacinas tomadas pelo empregado

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (1º), o Projeto de Lei 3964/08, do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), que torna obrigatória a anotação, na carteira de trabalho, das vacinas tomadas pelo empregado, conforme o calendário de vacinação para adultos definido pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a proposta, caberá ao ministério regulamentar a medida e definir a forma como esse registro será feito.

O relator, deputado Misael Varella (DEM-MG), defendeu a aprovação do texto. Segundo ele, a iniciativa vai melhorar o armazenamento de dados, haja vista que o sistema de saúde é ineficiente nessa função. “Ao registrar na carteira de trabalho o histórico de vacinas recebidas, o empregado não corre o risco de perder essa informação ao longo do tempo”, sustentou, acrescentando que a vacinação em massa pode melhorar o perfil da saúde no País.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado ainda pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

Antônio Queiroz: Os desafios dos trabalhadores em 2015

O setor empresarial, com base na pauta da CNI, que reuniu e divulgou em 2012, “as 101 Propostas para Modernização Trabalhista”, irá cobrar dos parlamentares eleitos com recursos doados pelas empresas durante a campanha eleitoral que aprovem esse conjunto de medidas voltadas para a redução, supressão ou flexibilização de direitos.

Antônio Augusto de Queiroz*

A conjuntura em 2015 é francamente desfavorável aos trabalhadores, tanto na esfera legislativa, quanto na área econômica. A correlação de forças no interior do governo é igualmente ruim.

No campo legislativo, a ofensiva sobre os direitos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores partiu dos poderes Executivo, por meio das medidas provisórias 664 e 665, e Legislativo, por intermédio do PL 4.330/04, que generaliza a terceirização, institui a pejotização e a precarização das relações de trabalho.

Até no Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, onde recentemente foi reduzido de 30 para cinco anos o prazo prescricional para reclamar depósitos do FGTS, há novos riscos de retrocesso, caso se confirme a tendência de declarar inconstitucional a norma que proíbe a terceirização na atividade-fim da empresa.

No Congresso Nacional houve uma conjunção de fatores contrários aos trabalhadores. A bancada sindical diminuiu e as bancadas empresarial, ruralista, da segurança e evangélica, voltaram mais coesas, mais motivadas e com novos quadros.

O presidente da Câmara tem compromisso com as duas ondas em curso no Legislativo: uma conservadora, liderada pela bancada evangélica e de segurança ou da bala, e outra neoliberal, liderada pela bancada empresarial e sustentada pela ruralista.

Na economia, vivemos um momento de retração, com queda na atividade econômica, aumento do desemprego, inflação em alta, juros altos e escassez de crédito, com a consequente redução dos investimentos.

O governo da presidente Dilma, que historicamente sempre defendeu os direitos dos trabalhadores, se encontra na defensiva, tendo que patrocinar um ajuste fiscal, cuja conta recai em grande medida sobre os trabalhadores.

A correlação de forças no interior do governo, neste segundo mandato da presidente Dilma, não tem sido muito favorável aos trabalhadores. Os ministros que deveriam atuar prioritariamente ao lado da classe trabalhadora — da Secretaria Geral da Presidência e do Trabalho e Emprego — foram obrigados a defender as medidas do ajuste fiscal e também a concentrar esforços na defesa do governo, que tem sido alvejado por denúncias no âmbito da operação Lava Jato, deixando a defesa dos trabalhadores vulneráveis no governo.

Enquanto isto, os quatro representantes do poder econômico no interior do governo agem livremente em favor da agenda dos setores que representam, inclusive em relação à flexibilização de direitos trabalhistas.

São os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, que foi indicado pelo sistema financeiro; Armando Monteiro, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que representa o empresariado urbano e industrial; Katia Abreu, da Agricultura, que representa o agronegócio; e Afif Domingos, das Pequenos e Microempresas, que representa o comércio ou as associações comerciais. Com exceção do primeiro, todos os demais foram ou são dirigentes classistas da área empresarial e, portanto, adeptos da desregulamentação dos direitos trabalhistas.

Além disto, a mudança na coordenação política do governo, na perspectiva dos trabalhadores, vai dificultar o trabalho de resistência no Congresso. Quando esteve sob a coordenação do PT, bem ou mal, a Secretaria de Relações Institucionais incluía os temas do mundo do trabalho entre aqueles acompanhados pelo governo.

Na atual gestão, o vice-presidente Michel Temer separou o que seria assunto de interesse do governo daqueles que são de interesse dos partidos ou da sociedade. As mudanças nas relações de trabalho, não opinião do novo coordenador político, são assuntos de interesse da sociedade.

Sem unidade política nem recursos para conter a investida empresarial sobre os direitos dos trabalhadores, restará exclusivamente à classe trabalhadora e suas entidades promover a resistência e evitar retrocessos em seus direitos.

O setor empresarial, com base na pauta da CNI, que reuniu e divulgou em 2012, “as 101 Propostas para Modernização Trabalhista”, irá cobrar dos parlamentares eleitos com recursos doados pelas empresas durante a campanha eleitoral que aprovem esse conjunto de medidas voltadas para a redução, supressão ou flexibilização de direitos.

É nesse cenário, claramente desfavorável, que os trabalhadores e suas entidades deverão atuar no Congresso Nacional. A Agenda Legislativa será um guia importante para esse trabalho, que deve ser simultaneamente propositivo e de resistência.

(*) Jornalista, analista político e diretor de Documentação do Diap
Fonte: Diap

Medida provisória autoriza empresas a reduzir salário e jornada de trabalho

Com o objetivo de evitar demissões dos trabalhadores por empresas em dificuldades financeiras, o governo federal criou, por meio de medida provisória (MP), o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que vai permitir a redução temporária da jornada de trabalho e de salário em até 30%.

A MP foi assinada na tarde desta segunda-feira (6) pela presidenta Dilma Rousseff, após encontro com ministros e representantes de centrais sindicais. Embora passe a valer imediatamente com força de lei, a proposta será analisada e precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

A medida prevê que a União complemente metade da perda salarial por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador. O Programa valerá até o dia 31 de dezembro de 2016, e o período de adesão das empresas vai até o fim deste ano. Para definir quais setores e empresas estarão aptos a participar do PPE, o governo também criou um grupo interministerial que vai divulgar informações sobre os critérios, com base em indicadores econômicos e financeiros.

De acordo com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, as empresas não poderão demitir nenhum funcionário durante o prazo de vigência do programa, proibição que será mantida por pelo menos mais dois meses após o fim da vigência.

As empresas poderão aderir ao programa por seis meses, prorrogáveis por mais seis. O anúncio foi feito no início da noite por Rossetto e outros dois ministros, ao lado de representantes de centrais sindicais, no Palácio do Planalto.

"É mais importante usar recursos públicos para manter o emprego do que para custear o desemprego. É um programa ganha-ganha, orientado claramente para manutenção do emprego em um período de crise", afirmou Rossetto, acrescentando que o programa é aberto para qualquer setor da economia que tenha redução de emprego e renda.
Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 7 de julho de 2015

UGTpress: ECONOMIA AMERICANA

AMBIGUIDADE: nos últimos anos, os sinais da economia americana são controversos, ora bons, ora ruins. The Economist registrou: "Esses altos e baixos estão se tornando repetitivos. Em 2014, as previsões de uma expansão mais modesta, de 2,6%, também foram abaladas por um começo de ano fraco. Desde 2010, quando voltou a crescer, o PIB (Produto Interno Bruto) americano ainda não se mostrou capaz de sustentar um ritmo de crescimento superior a 2,5% ao longo de 12 meses consecutivos e, com frequência, ficou abaixo disso, levando alguns economistas a temer que, atolada numa fase de baixo crescimento, a economia dos Estados Unidos jamais voltasse a se expandir a taxas de 3% ao ano, como antes da crise" (Estadão, 12/06). De fato, as preocupações procedem porque há pontos de estrangulamentos - os Brics estão crescendo menos, a Europa ainda não se recuperou e o Japão está patinando. Em outras palavras, não há ritmo mundial que favoreça um crescimento sustentável. A recíproca é verdadeira: sem o impulso da economia americana, a recuperação mundial permanecerá difícil. O dado mais otimista é a capacidade dos Estados Unidos surpreenderem e dar a volta por cima em meio a cenários críticos.
GRANDE PERIGO: a grande preocupação é a volta do conservadorismo no Federal Reserve (o FED, banco central dos Estados Unidos), normalmente mais cuidadoso em relação aos vendavais financeiros, e o provável aumento dos juros nos Estados Unidos. Caso aumentem os juros americanos, os efeitos para a sua própria economia, em geral, serão os mesmos de todos os lugares: pouca demanda por crédito, baixo nível de investimento e aumento do desemprego. O Fed tem adiado a medida, não se sabe até quando. O FMI (Fundo Monetário Internacional) recomendou que, na ausência de aumento de inflação, os juros não devem ser elevados. E que, em qualquer caso, o Fed não faça isso antes de 2016, uma posição diferente do Banco de Compensações Internacionais, sediado em Basileia (Suíça). Este se preocupa com a elevação dos preços dos ativos, recomendando começar os ajustes assim que possível. É um assunto polêmico e os brasileiros conhecem bem os efeitos dessas medidas.
FATORES POSITIVOS: o principal motivo de esperança permanente em relação à economia americana é o próprio tamanho dos Estados Unidos, incluídos aí alguns fatores importantes: extensão territorial, população, mão de obra especializada, universidades de ponta, recursos naturais abundantes, tecnologia, recursos financeiros, poder militar ou, resumindo tudo, o poder da inteligência disseminada numa sociedade plural. Potencial de incalculável valor e dimensão, o maior do mundo. Todo esse capital possibilita reações e facilita enfrentar grandes problemas. No momento, registra-se que os investimentos não residenciais aumentaram mais de 8%; os empresários americanos estão com alto índice de otimismo; as empresas estão captando recursos por meio da emissão de títulos, o que revela confiança; houve redução das dívidas das pessoas físicas, incluídas aí as dívidas hipotecárias; o emprego e os salários aumentaram. São dados altamente positivos.
FATORES NEGATIVOS: claro que também há muitas razões para preocupações: a produtividade americana parou de crescer, caindo na área de produção de bens duráveis; há desequilíbrios regionais visíveis; os custos de pessoal estão aumentando; há crescimento nos índices de violência e, neste caso, com duas preocupações especiais, o racismo e os crimes coletivos sem explicação, sobretudo nas escolas; há corrupção, na verdade um problema mundial; aumentou a desigualdade na sociedade americana e houve diminuição quantitativa e qualitativa na classe média; houve queda na capacidade de competição dos Estados Unidos, pelo avanço de outros países; a indústria dos lobbies produz privilégios e desigualdades; nos Estados Unidos cada vez mais se aprofunda o fundamentalismo religioso, com influência na área política; o livre funcionamento do financiamento de campanhas políticas acarreta distorções em favor dos empresários. Enfim, mais ou menos o que acontece no Brasil, porém em outras dimensões e causas.
 
FUTURO: a torcida é para que a extraordinária capacidade de renovação da sociedade americana seja suficiente para produzir um novo cenário, onde se reinvente a democracia, a economia e a igualdade de oportunidades. Os valores e ideais americanos são importantes para o mundo.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Senado reajusta tabela do Imposto de Renda

Os senadores aprovaram nesta terça-feira (30) o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 7/2015, oriundo da Medida Provisória (MP) 670/2015, que corrige os valores mensais da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. Editada pelo Executivo como alternativa ao veto de projeto anterior que assegurava reajuste linear de 6,5% para todas as faixas salariais, a MP prevê correção que varia de 4,5% a 6,5%, em vigor desde abril deste ano. A matéria irá a sanção presidencial.

De acordo com a MP, os trabalhadores que ganham de R$ 1.903,99 a R$ 2.826,65 pagam 7,5% em Imposto de Renda. Já para as rendas entre R$ 2.826,65 a R$ 3.751,05, o imposto é de 15%. Os que recebem de R$ 3.751,06 até 4.664,68 pagam 22,5%. A faixa mais alta, com imposto de 27,5%, pega todos com salário maior do que R$ 4.664,68. Os que recebem menos de R$ 1.903,99 não recolhem Imposto de Renda.

A MP também reajustou as deduções mensais e as da declaração anual do IRPF. Desde abril, a dedução mensal com dependentes passou para R$ 189,59. Era de R$ 179,71 no primeiro trimestre do ano. A dedução anual por dependentes, por sua vez, é agora de R$ 2.275,08. As despesas com educação também estão corrigidas. A dedução da declaração anual passou de R$ 3.375,83 para R$ 3.561,50 na declaração de 2016.
Fonte: Agência Senado