terça-feira, 16 de setembro de 2014

Vox Populi: Dilma tem 36% das intenções de voto; Marina, 27% e Aécio, 15%

Pesquisa Vox Populi, encomendada pela Rede Record, mostra a candidata Dilma Rousseff (PT) na liderança com 36% das intenções de voto para presidente da República. A candidata pelo PSB, Marina Silva, aparece com 27% das intenções e Aécio Neves (PSDB) com 15%. Na última pesquisa Vox Populi, Marina tinha 28% das intenções de voto. Os outros dois candidatos mantiveram as mesmas porcentagens.

Brancos e nulos somam 8% e 12% não souberam indicar um candidato ou não quiseram responder. Os candidatos Luciana Genro (PSOL) e Pastor Everaldo (PSC) tiveram 1% das intenções de voto cada um. Eduardo Jorge (PV), Levy Fidelix (PRTB), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) tiveram menos de 1% das intenções.

O Vox Populi fez duas simulações de segundo turno. Em uma disputa entre a candidata Marina Silva e Dilma Rousseff, Marina teria 42% das intenções e Dilma, 41%, o que configura um empate técnico, devido à margem de erro do levantamento. Brancos e nulos somariam 11% e 6% seriam os indecisos.
Em uma disputa entre Dilma e Áecio, a candidata do PT venceria com 47% das intenções contra 36% do candidato tucano. Os votos brancos ou nulos seriam 12% e os indecisos, 5%.

O Vox Populi também divulgou avaliação do governo. Os que avaliaram o governo como ótimo ou bom somaram 38%. Aqueles que avaliaram como regular somaram 39% e aqueles que avaliaram como ruim ou péssimo foram 23%. Os que não souberam ou não responderam totalizam 1%.

Foram feitas 2 mil entrevistas em 147 cidades. O levantamento foi feito no sábado (13) e domingo (14). A margem de erro é 2,2 pontos percentuais e o número de registro na Justiça Eleitoral é BR-00632/2014.
Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Risco binacional

A divulgação dos salários dos funcionários paraguaios da Usina de Itaipu deflagrou do lado brasileiro uma guerra sindical que pode terminar em apagão. 
As disparidades entre os vencimentos ajudam na mobilização para uma greve geral por um plano de cargos e salários.

Brasil Confidencial
por Eumano Silva

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Dilma pede acesso a detalhes de denúncias do ex-diretor da Petrobras

A presidenta Dilma Rousseff quer ter acesso a detalhes das denúncias de que integrantes do governo foram citados pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em depoimento prestado na Polícia Federal (PF). Domingo (7), a presidenta pediu que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, solicitasse informações oficiais sobre as declarações de Costa, que foi preso na Operação Lava Jato, da PF, e é acusado de receber propina.

“Pedi ao José Eduardo que fizesse ofício à Polícia Federal perguntando se ela pode nos informar quem é funcionário do governo, agente político, enfim, quem é do Executivo que está envolvido nisso, para a gente poder tomar providência”, disse Dilma nesta tarde, em entrevista no Palácio da Alvorada.

Segundo a presidenta, a resposta não foi suficiente, nem definitiva e, por esse motivo, o próximo passo será pedir ao Ministério Público (MP). “Se o MP também não [puder nos passar os dados], nós vamos perguntar para o Supremo”, informou Dilma.

O envolvimento de políticos em um esquema de propina na Petrobras foi noticiado em reportagem da revista Veja desta semana, segundo a qual o ex-diretor da estatal citou nomes de parlamentares, de um ministro e de ex-governadores com participação em um esquema irregular de negócios da petrolífera com outras empresas. De acordo com a revista, Costa fez um acordo de delação premiada com a PF, que permite a redução da pena para quem colabora com as investigações.

“[Sobre] o problema dentro da Petrobras, nós estamos sabendo que está sendo investigado", disse a presidenta. "Agora falaram que tem um problema no governo. Eu quero saber quem, como, quando, onde e que problema, porque aí eu posso tomar as medidas cabíveis”, ressaltou Dilma.

Ela evitou comentar nomes de pessoas incluídas na denúncia de Costa, argumentando que precisa saber se eles estão citados “de fato no processo”. A presidenta disse que a revista “não dá provas, não diz fatos”. “Eu não quero 'dizem', quero fatos e comprovações”, explicou.

Dilma destacou que não pretende atrapalhar as investigações e lembrou que o próprio vazamento do depoimento pode causar anulação do processo. “Eu quero, sem prejuízo da investigação, que me digam. [..]Não é [algo] trivial, é [sobre] o governo brasileiro. Então tem de avisar para a gente. Tem de dizer: 'olha, estou investigando, e o indício é esse'. Se quiser que a gente não fale, a gente não fala. Mas a gente toma providência”, afirmou.
Fonte: Portal EBC

UGTpress; O BRASIL ENTRE OS FRAGEIS?

OS "CINCO FRÁGEIS": a imprensa brasileira vem nos poupando de certas críticas recorrentes nos mercados financeiros. Pouco se tem ouvido falar sobre os "cinco frágeis", uma linguagem pra lá de preocupante. Refere-se aos países com maiores dificuldades para obter investimentos. A lista contém os nomes de alguns emergentes: Brasil, África do Sul, Indonésia, Índia e Turquia. O nome "cinco frágeis" foi cunhado pelo banco Morgan Stanley e pode trazer dor de cabeça para o Brasil.

COMPLICANDO: gradativamente, a situação brasileira vai se complicando: o PIB (Produto Interno Bruno) do segundo trimestre foi negativo; e o rombo nas contas externas ultrapassam 6 bilhões de dólares. Analistas sérios dizem que a situação econômica do Brasil é ruim e que o governo já lança mão de um ajuste recessivo. Para que o Brasil entre em recessão, tecnicamente, basta que os próximos dois trimestres apresentem também resultados negativos, o que, segundo a maioria, ainda é um cenário improvável.

CHINESES: apontar para uma crescente dependência da China em nossa região (América do Sul) tem sido comum, embora o quadro não seja inteiramente visível a olho nu. Realmente, a China vem aumentando seus investimentos na região, comprando matérias primas e exportando mais. Na área dos chamados investimentos produtivos, a última demonstração de força chinesa foi a inauguração no Brasil (Jacareí/SP) de sua primeira montadora de veículos, a Chery. A montadora pretende produzir 50 mil carros/ano no Brasil e, embora haja um hiato no setor, com as vendas caindo, o vice-presidente mundial da companhia, Zhou Biren, disse que "a crise é passageira e o Brasil tem potencial para 4 a 5 milhões de veículos/ano, só não sabemos ainda quanto tempo vai levar para atingir este número" (Estadão, 29/08). Os investimentos necessários para a montadora foram de aproximadamente 600 milhões de dólares, nada assustador. Não se sabe porque o Brasil, um país de dimensões continentais, ainda não tem a sua própria montadora.

SOMOS 202,7 MILHÕES: o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a estimativa de crescimento populacional do Brasil, voltando-se ao primeiro de julho deste ano. Crescemos 0,86% em um ano. São Paulo continua sendo o município mais populoso do Brasil com 11,9 milhões de habitantes e cerca de 10% de toda população brasileira está na Região Metropolitana de São Paulo. As capitais continuam catalisando a preferência dos brasileiros e são as cidades que mais crescem, especialmente em seus entornos, aqueles municípios que as margeiam. Com exceção das capitais, o maior município é Guarulhos (SP). O menor município fica em Minas Gerais e tem um nome bonito, Serra da Saudade, com 822 moradores. Os três estados mais populosos continuam no sudeste: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

ITAMARATY: o escritor e diplomata aposentado Alexandre Vidal Porto, em artigo na Folha de São Paulo (23/08), forneceu alguns números interessantes: "o Itamaraty possui 227 missões diplomáticas operando 24 horas, 7 dias por semana, em 150 países. São cerca de 7.000 funcionários, todos concursados, dispostos a estar longe da família, dos amigos e do país". Provavelmente, a realidade é mais prosaica e o Itamaraty, como todo órgão público brasileiro, deve ter também os seus problemas. Mas, não é disso que UGTpress trata aqui. A história realmente apresenta a diplomacia brasileira como eficiente. O artigo do diplomata começa com uma informação auspiciosa: "de 162 países pesquisados [por um instituto australiano], apenas 11 não estão envolvidos em disputas internacionais. O Brasil é um deles". Inclui uma assertiva: "Quando a diplomacia de um país é boa, todos ganham: o comércio e a cooperação internacional crescem, e os conflitos se resolvem na conversa. O efeito multiplicador que a ação diplomática pode ter sobre o progresso nacional é incalculável". O artigo tem um viés de inconformidade com o orçamento destinado à diplomacia brasileira e, realmente os gastos, em comparação com outros ministérios, são desprezíveis

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Procuradorias garantem aplicação de lei sobre contagem de tempo para aposentadoria especial

A Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou, na 3ª Turma Recursal do Juizado Especial Federal (JEF), que segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que solicitaram aposentadoria após o ano de 1995 estão sujeitos a Lei nº 9.032/95, que alterou a legislação sobre a organização da Seguridade Social. A norma estabelece que a benefício por tempo especial seria concedido apenas quando todo o período de serviço fosse considerado especial, sem a possibilidade de conversão do tempo comum.

No caso, a Procuradoria Federal de Minas Gerais (PF/MG) e a Procuradoria Federal Especializada junto ao Instituto (PFE/INSS) recorreram de uma decisão proferida em ação previdenciária que contrariava a norma. A sentença permitia a conversão de aposentadoria comum em benefício especial. O Juízo entendeu que a alteração poderia ser feita pois o trabalhador ficou exposto a ruídos elevados durante alguns anos de profissão.

No entanto, os procuradores defenderam a tese de que a Lei nº 9.032/1995 revogou a possibilidade de conversão do tempo comum em especial, passando ser necessário, a partir de então, que todo o tempo de serviço fosse considerado especial, para fins de obtenção do benefício de aposentadoria especial. Informaram que o Superior Tribunal de Justiça já reconheceu a impossibilidade de conversão do tempo comum para especial desde a edição da legislação.

A 3ª Turma Recursal do Juizado Especial Federal de Minas Gerais reconheceu o posicionamento da AGU sobre a impossibilidade de conversão de tempo comum em especial após edição da Lei nº 9.032/95, mas considerou que o autor teria direito à aposentadoria integral por tempo de contribuição, computando os períodos de atividade comum e o tempo de serviço insalubre convertido em comum.
Fonte: Âmbito Jurídico

Fiesp e sindicalistas criticam manutenção da taxa de juros em 11% ao ano

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central de manter a taxa básica de juros (Selic) em 11% ao ano. Segundo o presidente da entidade, Benjamin Steinbrucha, o atual patamar dos juros põe em risco a situação financeira das empresas e de trabalhadores.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) também divulgou nota destacando que a manutenção dos juros pode trazer impactos negativos para os trabalhadores. Diz que manter a Selic em patamar elevado contribui para frear o crescimento econômico, com consequências danosas para o país e para os trabalhadores, como a possível volta do desemprego e redução da massa salarial".

De acordo com o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro, juros altos só beneficiam as instituições financeiras e os especuladores. "Essa política de juros altos só tem contribuído para turbinar o lucro dos bancos e a concentração da renda. Para que haja crescimento sustentável é necessário desenvolvimento com geração de empregos e distribuição de renda", enfatiza na nota.

A Força Sindical atribui aos juros elevados a retração da economia nos últimos meses. “A atual situação - queda drástica no nível da atividade econômica – já era esperada, e foi causada por um conjunto de fatores, como falta de investimentos, câmbio sobrevalorizado durante muito tempo e, sobretudo, por uma política monetária que, durante boa parte do tempo, manteve as taxas de juros em patamares extremamente elevados”, diz a nota assinada pelo presidente da central sindical, Miguel Torres.
Fonte: Portal EBC

terça-feira, 2 de setembro de 2014

UGTpress: DÚVIDA: QUAIS PAÍSES SERVEM DE PARÂMETRO PARA O BRASIL?

PROFESSOR BELUZZO: o professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Luiz Gonzaga Beluzzo, em palestra proferida na emblemática Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp), no dia 4 de agosto, foi de uma rudeza incomum. Acostumado a ser visto como um dos conselheiros do governo, tanto de Lula como de Dilma, ele fez afirmações que têm sido mais habituais nas bocas daqueles economistas que criticam a atual política econômica. Entre todas as afirmações, algumas publicadas na Folha de São Paulo (05-08), estão previsões ruins para os próximos dois anos (a maioria cita 2015 como um ano crítico), que certamente haverá recessão em um dos trimestres restantes do ano e que o crescimento do Brasil, neste ano, será extremamente baixo. O mais interessante ele reservou para a possibilidade de inflação, argumentando que não pode ser desmontado o projeto de ascensão social do Brasil, sob pena de consequências graves, incluindo o desemprego. Reconheceu ainda que tanto o reajuste da gasolina como a alta do dólar serão necessários para resolver os problemas econômicos mais graves. Enfim, sua fala foi uma bomba porque ele é um homem bem próximo do governo.

CRESCIMENTO: parece que realmente não há mais tempo para melhorar o índice médio de crescimento no governo da presidente Dilma Rousseff. As novas projeções para 2014 mostram que poderemos crescer menos de 1%. Se isso de fato acontecer, provavelmente, o índice médio de crescimento no atual mandato (2011/2014) deverá situar-se entre 1,7% e 1,9%. Portanto, menos de 2% no período. Vale a pena especular sobre isso. Um grupo acha que o Brasil está crescendo no ritmo das grandes economias, dos países industrializados, sendo este o padrão de comparação. Outro grupo entende que, sim, o Brasil deve ter a sua economia comparada com países da região e com os Brics, dos quais tem se deslocado. Neste caso, o padrão de comparação seria muito mais desfavorável. O pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Samuel Pessôa, que escreve na Folha de São Paulo aos domingos, afirmou: “Como, em relação à América Latina, temos não só níveis semelhantes de produtividade do trabalho como grande paralelismo nas trajetórias de desenvolvimento histórico e institucional, além de dificuldades semelhantes em construir sistemas públicos de educação com qualidade, penso que os países da região formam um bom grupo de referência para olharmos nossa trajetória e nossas possibilidades” (03/08).

EMERGENTES: a tese de deslocamento dos Brics, na qual o Brasil vem crescendo menos e tendo taxas mais elevadas de inflação, segundo os analistas, está levando o país a perder investidores. O Banco JPMorgan, através de seus economistas, mostra dados em que o Brasil “está sendo mais mal avaliado, em comparação a outros” (Folha, 24/07). Para Júlio Calegari, um desses economistas e diretor-executivo da gestora do JPMorgan, o quadro ruim no primeiro semestre e a perspectiva ruim para o segundo semestre “reforçou a tendência de queda na produção industrial, que deve levar a uma contração do PIB e risco de recessão”.

DISCREPÂNCIAS: as diferenças entre os países do Brics não se situam somente nessas comparações em relação ao crescimento, à inflação ou aos investimentos. Por ocasião do lançamento do BricsBanco, no Brasil, o professor Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central do Brasil, em artigo na Folha de São Paulo (23-07), lembrou: “As discrepâncias são enormes: a Rússia apresenta PIB per capita (já ajustado a diferença de custo de vida) na casa de US$ 20.000, seguida pelo Brasil, com US$ 11.000, mesmo nível da África do Sul, enquanto China e Índia, bem mais pobres, tem PIB per capita na faixa de US$ 8.000 e US$ 3.000, respectivamente”.  O professor Alexandre foi mais além e comparou o perfil demográfico, os sistemas políticos e a pauta de exportação, mostrando diferenças fundamentais e profundas entre os países que compõem os Brics. Então, ao olhar os Brics como uma unidade, corremos o risco de interpretações apressadas e fora de contexto.

ESTADOS UNIDOS: a boa notícia em termos de crescimento do PIB vem dos Estados Unidos, país que amargou uma queda de 2,1% no primeiro trimestre. Pois bem, os números do segundo trimestre de 2014, divulgados em julho, mostram um crescimento do PIB de 4,2%, anulando o mau resultado anterior e trazendo otimismo para o resto do ano.

BRASIL: já em nosso caso, uma má notícia: o PIB do segundo trimestre apresentou queda de 0,6%. Os dados revisados do primeiro trimestre apontam retração de 0,2%. Esses dois dados, se confirmados, configuram um quadro tecnicamente recessivo da economia. Para a presidente Dilma Rousseff, a queda é "momentânea". De novo, a Copa do Mundo foi considerada a grande culpada.